Caldeira operada por biomassa substitui queima de óleo e gás na produção de alumínio
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Caldeira operada por biomassa substitui queima de óleo e gás na produção de alumínio

Iniciativa da CBA reduz em 46% a emissão de gases do efeito estufa na refinaria e é uma das diversas ações ESG da companhia.

CBA, Estadão Blue Studio
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24 de novembro de 2021 | 10h00

A busca pela descarbonização é latente em todo o planeta, e caminhos para reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) tornaram-se fundamentais na agenda de governos e empresas. A redução do impacto do aquecimento global foi uma das principais pautas abordadas durante a COP-26, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, realizada entre 1° e 12 de novembro na cidade de Glasgow, na Escócia. No evento, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) foi responsável por apresentar o case relacionado a alumínio: a caldeira operada por biomassa. Essa iniciativa tem reduzido consideravelmente as emissões da empresa.

O projeto foi implementado em março de 2020, em uma parceria com a ComBio Energias Renováveis. Foram substituídas duas caldeiras que funcionavam com a queima de óleo ou gás natural por uma caldeira de vapor à base de biomassa, utilizando cavaco de madeira de eucalipto proveniente de área de reflorestamento.

O resultado foi uma redução na emissão de gases do efeito estufa na refinaria de Alumina da companhia. “O projeto garantiu que 200 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano não fossem lançadas na atmosfera. Isso equivale a quase cinco dias de todas as emissões do município de São Paulo”, explica Roberto Véras, diretor de Sustentabilidade da ComBio Energias Renováveis.

De acordo com Leandro Faria, gerente de Sustentabilidade da CBA, a emissão, que era de 0,55 tCO2e (tonelada de dióxido de carbono equivalente) para cada tonelada de alumina produzida, caiu para 0,31 tCO2e em 2020. Segundo dados de 2019 de consultorias financeiras, o resultado é bastante inferior à média global de emissão de GEE para produção de alumina, que é de 1,21 tCO2e. A produção da CBA se destaca mesmo se comparada à média na América do Norte, a região com menor emissão de GEE para esse processo (0,55 tCO2e).

Isso significa que a empresa oferece um produto ainda mais sustentável para o mercado, reflexo de uma estratégia de negócio que tem a sustentabilidade como ponto de partida para as decisões. “Desde a nossa origem, somos empenhados em fazer a agenda ESG acontecer (Environmental, Social and Governance, na sigla em inglês, ou ambiental, social e governança, em português)”, destaca Faria.

Cenário global

Um relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), a agência de meteorologia das Nações Unidas, mostra que as concentrações de GEE bateram recorde no último ano, mesmo com as restrições de circulação impostas pela pandemia da covid-19. A WMO apontou que os níveis de dióxido de carbono subiram para 413,2 partes por milhão em 2020, aumentando mais do que a taxa média na última década.

De acordo com Carlo Pereira, diretor executivo do Pacto Global, as empresas do setor de alumínio no Brasil emitem bem menos gases do efeito estufa se comparadas com companhias localizadas em outros países. “Temos uma matriz energética bastante limpa, o que nos faz ter menos emissões. Este setor tem muito o que ensinar para o mundo”, diz Pereira.

Os números da CBA confirmam essa declaração. “A companhia é uma das produtoras de alumínio primário com menor emissão de GEE do mundo. Mesmo assim, trabalhamos para reduzir ainda mais as emissões de nossas operações com o objetivo de combater as mudanças climáticas”, reforça Leandro Faria. A companhia assumiu o compromisso voluntário de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 40% nos produtos fundidos, desde a etapa da mineração, até 2030.

“Acreditamos que as empresas podem contribuir enormemente para uma mudança efetiva no atual cenário ligado ao ESG, principalmente por se tratar de uma pauta maior para a recuperação e a construção de um futuro melhor, economicamente mais responsável e com a sustentabilidade sendo intrínseca aos negócios”, diz Viviene Bauer, sócia responsável pelas áreas de auditoria e ESG da consultoria BDO Brasil.

Outras iniciativas da CBA

A produção de alumínio é altamente dependente de energia elétrica. Para suprir sua própria demanda, a CBA possui 21 hidrelétricas com capacidade de gerar toda a energia elétrica – de fonte renovável – necessária para abastecer as atividades da sua fábrica. Além disso, a companhia acaba de adquirir dois parques eólicos para garantir energia limpa. A empresa trabalha ainda com a meta de traçar uma rota de neutralização de carbono até 2050.

A companhia também tem aplicado outras iniciativas nesse sentido, como a modernização da tecnologia das Salas Fornos, onde é realizada a etapa de eletrólise na produção do alumínio, responsável por 70% das emissões de GEE. Esse novo sistema de alimentação automático pontual também tem potencial de reduzir emissões de GEEs em aproximadamente 18%.

Já a Metalex, empresa da CBA referência em transformação da sucata de alumínio, receberá uma ampliação da capacidade de reciclagem, entregando ao mercado um produto ainda mais sustentável.

As metas por desempenho em ESG são tão importantes para a companhia que fazem parte de sua governança e estão ligadas à remuneração de seus líderes. Na CBA, é responsabilidade de todos e todas trabalhar para combater as mudanças climáticas e alcançar os objetivos estabelecidos no Acordo de Paris.

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