Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Calendário que seguiremos é aprovação da Previdência antes de 15 de julho, diz Marun

Presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara diz que proposta deve ser aprovada na casa antes do recesso parlamentar

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

01 Junho 2017 | 15h52

BRASÍLIA - O presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta quinta-feira que o calendário de que "devemos e vamos seguir" prevê a aprovação da proposta na Casa antes do início do recesso parlamentar, previsto para começar em 15 de julho. O peemedebista afirmou que pedirá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a quem cabe pautar a matéria, que marque o início da votação para o final de junho, entre os dias 25 e 26.

"Entendo que podemos começar essa votação ainda no mês de junho, mas talvez no final do mês de junho. Temos aí a reforma trabalhista sendo votada no Senado, que também despende nossas energias. Então, diria hoje que o calendário que devemos e vamos seguir é a aprovação na Câmara em primeiro e segundo turnos ainda no primeiro semestre (Legislativo, antes do recesso parlamentar). O presidente Rodrigo Maia é quem decide sobre isso, mas acredito que deva, talvez, ser a posição dele também", disse Marun em entrevista à imprensa.

O presidente da comissão especial disse entender que, caso a votação da Previdência no plenário comece até 25, 26 de junho, haverá tempo hábil para concluir a apreciação da matéria na Câmara até 15 de julho, quando começa o recesso. "Entendemos que, em iniciando essa votação até o dia 25, 26 de junho, há tempo para votarmos primeiro e segundo turnos aqui na Câmara até o dia 15 de julho. Essa seria uma data limite para que pudéssemos votar aqui em primeiro e segundo turno", declarou.

Marun ressaltou que vai sugerir a Maia que inicie a votação nessa data. "Ela acontece depois das festas juninas, quando existe uma tradição de acompanhamento pelos parlamentares e o quórum aqui tradicionalmente não é robusto. Avaliando que é certo que a aprovação da reforma trabalhista no Senado traz ambiente positivo para PEC (da Previdência) aqui da Câmara, diria hoje, que, da reunião ontem, houve muito conforto em sugerirmos essa data. Agora é uma decisão dele (Rodrigo Maia)", afirmou.

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Em entrevista nesta semana, o presidente da Câmara já tinha dito que pretende colocar a reforma da Previdência em votação no plenário da Câmara antes do início do recesso parlamentar. Ele não deu, porém, uma data específica para o início da votação. Nos bastidores, aliados de Maia afirmam que ele aguarda o julgamento que pode levar à cassação do presidente Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para começar na próxima terça-feira, 6, para definir a data.

Na entrevista de hoje, Marun afirmou que, em razão da crise política, a base aliada dividiu "energias" entre a reforma da Previdência e votações no plenário, na tentativa de superar a imagem de "imobilismo" do governo. Ele disse, porém, que retomou o foco das articulações para a reforma. "Ontem, inclusive, reuni membros da base na comissão para ouvir deles um feedback em relação a quantas andam as discussões, o processo de esclarecimento de parlamentares ainda indecisos", disse. 

 

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