Calibragem do juro foi adequada ao combate da inflação, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, defendeu hoje a visão do governo de que a economia brasileira está em recuperação e seguirá o caminho do crescimento sustentado nos próximos anos. Defendeu a política monetária adotada pelo Banco Central afirmando que "a calibragem dos juros foi adequada no combate da inflação ao mesmo tempo em que não comprometeu a retomada do crescimento econômico". O ministro citou que o IPCA caiu de 9% no final de 2003 para uma taxa acumulada em 12 meses de 6,7% até fevereiro, e que as projeções do mercado já são de 6% para 2004. Ele destacou que a recuperação da atividade econômica pode ser observada em diversos indicadores e lembrou que é comum que alguns setores apresentem um nível de recuperação mais forte do que outros. Lembrou, por exemplo, dos indicadores de atividade industrial da Fiesp, da CNI e do IBGE no mês de janeiro ante janeiro do ano passado, o que, segundo ele, reflete a redução dos juros futuros do mercado, por sua vez amparados na queda dos juros básicos de mais de 10 pontos porcentuais. Em discurso no evento de posse da nova diretoria da Febraban, Palocci disse ainda que a estabilidade de preços é "pressuposto do crescimento sustentado" e que a política econômica que deve orientar o País não só agora mas também no futuro deve começar por rejeitar "categoricamente" formas de financiamento do setor público através do aumento da inflação ou do aumento da dívida pública. Ele reafirmou a importância do alicerce fiscal como garantia do equilíbrio macroeconômico do País. Mais uma vez, insistiu que é preciso cumprir as metas de superávit primário nos próximos anos como fator para a redução da relação dívida/PIB. Apesar de insistir na importância do equilíbrio fiscal e da estabilidade macroeconômica, Palocci disse que essas não são condições suficientes para garantir o crescimento de longo prazo do País. E defendeu pontos do que chamou de uma agenda de desenvolvimento, que inclui itens como o investimento em novas tecnologias, comércio internacional, condições para desenvolvimento para mercado de capitais e de crédito. Sobre o PPP, o ministro disse que tem certeza de que as oportunidades de investimentos vão atrair o capital externo.

Agencia Estado,

19 Março 2004 | 20h32

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