Caloi transfere fábrica e sindicato protesta

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo realizou protesto nesta segunda-feira contra a decisão da fabricante de bicicletas Caloi de mudar a fábrica do bairro de Santo Amaro, na capital paulista, para Atibaia, interior do Estado. A mudança, segundo a empresa, é para ganhar competitividade.O prédio em São Paulo, com 130 mil metros quadrados é subutilizado e paga altos impostos, como IPTU. Além disso, os constantes congestionamentos na capital dificultam o transporte das mercadorias. "A nova fábrica, com previsão de início das operações em julho, está localizada em um condomínio industrial, com compartilhamento de infra-estrutura e recursos, o que garantirá fluxo de produção otimizado e altamente produtivo", diz o diretor de marketing da Caloi, Raymond Trad.Segundo ele, o mercado de bicicletas está estagnado há dez anos ao redor de 4,5 milhões de unidades anuais. Ele credita a estagnação ao baixo crescimento devido às elevadas taxas de juros e carga tributária e questões como a falta de infra-estrutura para bicicletas."O mercado também sofre com a informalidade", afirma Trad. Ele estima que 50% do mercado seja abastecido por produtores informais. Nas contas da empresa, há no País cerca de 200 fábricas de bicicleta que operam de forma regional. A Caloi é líder do mercado, com 20% das vendas.A empresa se compromete a transferir para Atibaia cerca de 90 funcionários, de um total de 250 diretos. Para os demais estão sendo negociado alguns benefícios para o desligamento.A fábrica de Santo Amaro produz bicicletas monomarcha das linhas infantil e adulto, produtos que, segundo a empresa, são de menor valor e que mais sofrem com a informalidade. O grupo tem também uma fábrica em Manaus e a sede administrativa em São Paulo. A todo, emprega 460 trabalhadores fixos.

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