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Calor forte provoca apagões na Argentina

Até casamento de um ministro e entrevista de outro foram feitas no escuro

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2010 | 00h00

O verão tórrido na Argentina, com temperaturas em média acima de 36 graus na maior parte do país, puxou o consumo de energia elétrica no país para níveis recordes e levou ao colapso o abastecimento. Uma sequência de apagões afetou ao menos 40% das residências em Buenos Aires.

Moradores dos bairros de Caballito e Almagro, em protesto contra os apagões, bloquearam avenidas. As companhias de distribuição de energia elétrica Edesur e Edenor, que dividem o abastecimento em Buenos Aires e região metropolitana, pediram aos moradores que façam "um uso racional da energia".

Os problemas energéticos argentinos acumulam-se desde 2004. No entanto, o governo da presidente Cristina Kirchner nega a existência de uma crise no setor. Apesar da negativa, alguns de seus principais integrantes foram vítimas do déficit energético nos últimos dias.

Foi o caso do ministro do Planejamento Federal, Julio De Vido, responsável direto pela área energética, que teve de celebrar seu casamento às escuras por causa de um apagão na cidade de Zárate.

Outra vítima foi o ministro da Economia, Amado Boudou, interrompido na segunda-feira duas vezes em sua coletiva de imprensa por apagões. Após a volta da energia, Boudou, ao ouvir as piadas irônicas dos jornalistas presentes, encontrou um lado "positivo" para o blecaute: "São desafios que acontecem quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresce 9%."

Sem gasolina e sem dinheiro. Os motoristas argentinos também enfrentam problemas, já que falta gasolina e diesel. O problema começou com uma greve dos trabalhadores das empresas de petróleo na Patagônia, entre novembro e 19 de dezembro.

A escassez aumentou com o início das férias de verão e os feriados de fim de ano, que elevaram a demanda por combustível. De quebra, o mau tempo nos mares do sul atrasou a chegada de navios-tanque da Patagônia. Para complicar o cenário, o governo autorizou altas de preços de até 5%.

O cotidiano dos portenhos também está sendo tumultuado desde quarta-feira passada pela falta de dinheiro em grande parte dos caixas eletrônicos. A escassez decorre da greve dos funcionários do Banco de La Nación, que impedem a saída de dinheiro para as filiais da instituição, a maior do país.

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