Calote de pessoa física é o mais alto em 2 anos

A alta da inadimplência em novembro se explica principalmente pelo segmento de pessoas físicas, cuja inadimplência subiu de 7,1% para 7,3%, o maior nível desde janeiro do ano passado. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Túlio Maciel, o movimento foi puxado pela falta de pagamentos nos financiamentos automotivos.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2011 | 03h06

Em dezembro do ano passado, a inadimplência na modalidade era de 2,5%, saltando para 4,9% em novembro deste ano. O economista destacou, porém, que o crescimento do crédito para aquisição de veículos vem perdendo ritmo. Até novembro, o volume de concessões subiu 25%, após ter chegado a 50% em 2010 na comparação com o ano anterior. "A modalidade foi bastante impactada pelas medidas macroprudenciais do início do ano", completou.

No início do mês passado, o BC lançou algumas medidas para baratear o crédito e reverter a tendência de aumento da inadimplência. As ações tomadas abriram espaço para a renegociação de empréstimos em melhores condições, facilitando a vida de empresas e pessoas com dificuldades para pagar financiamentos antigos.

Segundo Maciel, a redução em 0,4% nos atrasos de 15 a 90 dias - que ainda não configuram inadimplência - em novembro na comparação com outubro mostra que a falta de pagamentos deve diminuir. "A tendência é de acomodação no médio prazo."

Juros. Os juros médios cobrados nas operações de crédito livre ficaram em 38,5% ao ano em novembro, queda em relação aos 39,5% cobrados em outubro. Para a pessoa física, a taxa média passou de 47,1% para 44,7%. Nas operações para pessoas jurídicas, os juros médios praticados pelos bancos ficaram estáveis, em 29,8%. / E.R.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.