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Calote do cheque é recorde no 1º bimestre

O calote do cheque atingiu no primeiro bimestre deste ano nível recorde e apresentou a maior taxa de crescimento entre os consumidores do estrato de renda mais alta, revelam duas pesquisas, de entidades diferentes, divulgadas ontem.Em janeiro e fevereiro, o número de cheques devolvidos pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 23,1 documentos para cada mil compensados em todo o País, com alta de 19,7% na comparação com o mesmo período de 2008. É o maior número de cheques devolvidos já registrado pela pesquisa da Serasa Experian iniciada em 1991. O último pico de calote do cheque no primeiro bimestre ocorreu em 2006, quando 19,5 dos cheques, para cada mil compensados, voltaram por falta de fundos.Pesquisa nacional feita pela TeleCheque, empresa especializada na concessão de crédito no varejo, aponta que a participação dos inadimplentes com renda mensal acima de R$ 2.491,00 no total do calote do cheque cresceu 182,89% no primeiro bimestre deste ano em relação a igual período de 2008.Aumento do desemprego, excesso de endividamento e despesas maiores, especialmente no início do ano com impostos, explicam a alta do calote do cheque, afirma o assessor econômico da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida. "O primeiro semestre deverá ser crítico para a inadimplência", prevê o economista. Ele argumenta que os meses de março e maio poderão registrar uma piora na inadimplência porque refletem as vendas parceladas do fim do ano. Também na opinião da diretora de recuperação de crédito da TeleCheque, Dirlene Martins, o calote do cheque deve piorar neste semestre. Ela observa que aumento do desemprego desde o último trimestre do ano passado foi um fator fundamental para a deterioração do índice de inadimplência no primeiro bimestre, principalmente nas faixas de maior renda. "Quem está perdendo o emprego são trabalhadores da indústria que pertencem ao estrato mediano de renda", observa. Além disso, são esses consumidores que têm mais acesso a linhas de crédito e correm o risco de excesso de endividamento e de não conseguir pagar as contas em dia. Apesar da perda de participação do cheque entre os meios de pagamento, normalmente ele é o último instrumento de crédito que o consumidor deixa de honrar porque rapidamente pode ser incluído no cadastro negativo do Banco Central.

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