Calote na compra de carros cai após 18 meses

Depois de subir por 18 meses seguidos e bater vários recordes, a inadimplência nos financiamentos de veículos para pessoas físicas recuou em junho.

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h04

A queda nos juros dessa modalidade e o forte aumento dessas operações no mês passado estão entre os fatores que contribuíram para essa melhora.

Dados do Banco Central mostram que as prestações atrasadas há mais de 90 dias (critério para definir inadimplência) caíram de 6,1% em maio - nível recorde - para 6% do total de empréstimos nessa modalidade em junho. Há 18 meses, a inadimplência estava em 2,5%.

No fim de maio, o governo anunciou um pacote para destravar as vendas do setor automotivo, que incluiu cortes de impostos e incentivos para os bancos aumentarem estas linhas de crédito. Além disso, os bancos públicos anunciaram cortes expressivos de juros nessa modalidade, o que também se repetiu em algumas instituições privadas.

O juro médio desses financiamentos caiu em junho para 20,7% ao ano, o menor da série iniciada em junho de 2000.

As concessões de empréstimo dispararam no mês passado e cresceram 22,8%. "O crescimento é significativo no mês", disse o chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Após a carteira de CDC para veículos operar entre janeiro e maio com estoque entre R$ 175 bilhões e R$ 178 bilhões, o valor avançou mais rapidamente e alcançou R$ 182 bilhões no mês passado.

Medidas. O chefe do departamento econômico do BC comentou que a desaceleração era vista desde 2010, após a adoção de medidas macroprudenciais, como exigência de entrada maior e de prazos menores, que provocaram mais atrasos e levaram os bancos a adotar critérios mais rigorosos para emprestar. Outro dado destacado pelo BC é a queda nos empréstimos com atraso entre 15 e 90 dias, que são aqueles prestes a serem classificados como inadimplentes, que recuaram de 8,5% para 8%. / E.C. e F.N.

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