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Calote no cartão de crédito cresce e supera cheque sem fundo

Pela primeira vez em cinco anos, o número de registros de inadimplência do cartão de crédito ultrapassou o de cheques sem fundo. Foi esse o dado levantado pela pesquisa realizada pelo Serasa, detalhando que no ano passado, as dívidas com cartões de crédito, de lojas e carnês de financeiras responderam por 34,4% dos atrasos, enquanto a de cheques correspondeu a 33%.Como resolverAlexandre Costa, técnico do Procon de São Paulo, explica que a melhor saída para se resolver problemas de dívida no cartão de crédito é a negociação. Segundo ele, o tipo de acordo varia muito de prestadora para prestadora. ?Também depende muito do valor da dívida?, afirmou. Porém, na negociação é possível conseguir encargos mais baixos, parcelamento por prazo maior e taxa fixa de juros. Para os consumidores que não concordarem com o valor cobrado pelo débito ainda restam as medidas judiciais. ?Se a dívida for até 40 salários mínimos, pode ser encaminhada para o Juizado Especial Civil, o antiga pequenas causas?, orientou. A partir deste valor, é necessário contratar um advogado, mas os custos ficam por conta do consumidor. ?Dependendo de quanto será gasto no processo, às vezes compensa, novamente, fazer um acordo?, ressaltou Barros.A ação judicial será responsável pelo levantamento dos débitos e detalhará a cobrança de juros pela inadimplência. ?Mas na verdade, quem definirá se a cobrança é correta é o judiciário?, ressaltou o técnico, tomando como ponto de partida reclamações contra cobrança de juros capitalizados - os populares juros compostos.Como limpar o nome Assim que um título é protestado em cartório, a informação é enviada às entidades de classe, como Associação Comercial de São Paulo, que possui o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e Febraban (associação que reúne bancos). Depois disso, o nome do inadimplente vai para as listas de devedores. Sabendo a origem do problema, a própria instituição oferece todas as informações que o devedor precisa para limpar seu nome. Também existem as empresas especializadas neste trabalho, mas o custo é alto e a pessoa ainda pode arranjar outros problemas, de forma que, se tiver tempo, o melhor é providenciar sozinho a limpeza do nome. No caso de títulos protestados, o devedor somente pode cancelar o protesto se pagar o débito. Limpar o nome no cartório é simples. Basta ir até o local que aceitou o protesto e apresentar documento que comprove o pagamento. Cabe ao devedor pagar os custos envolvidos para cancelar o protesto, mas são valores bastante aceitáveis. Com a quitação, o cartório avisará aos serviços de proteção para retirar o nome das listas de devedores.

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2006 | 20h45

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