Juan Ignacio Roncoroni/EFE
Juan Ignacio Roncoroni/EFE

Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Câmara argentina aprova projeto que cria imposto sobre grandes fortunas

Contribuição extraordinária vai afetar quem tem patrimônio superior a US$ 2,5 milhões; proposta ainda tem de passar pelo Senado 

Agências internacionais, Reuters

18 de novembro de 2020 | 17h49

BUENOS AIRES - A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quarta-feira, 18, um projeto de lei que tem por objetivo arrecadar 300 bilhões de pesos (cerca de US$ 3,75 bilhões) por meio de uma contribuição extraordinária (será feita apenas uma vez) cobrada dos detentores de grandes fortunas. O objetivo é financiar a ajuda estatal aos prejudicados pelos efeitos da pandemia da covid-19.

O projeto, proposto pelo partido do presidente Alberto Fernández, foi aprovado por 133 votos a favor, 115 contra e 2 abstenções, e agora deve ser apreciado no Senado, onde o peronismo de centro-esquerda que governa tem maioria.

“Esta contribuição solidária deve servir para fazer uma ponte para uma reforma tributária na Argentina que desburocratize a quantidade de impostos que existem e que realmente arrecade dos setores que têm de arrecadar”, disse o deputado Máximo Kirchner.

O valor arrecadado com o imposto será destinado à aquisição de equipamentos de saúde, urbanização de bairros populares com obras que possam gerar empregos, subsídio a pequenas e médias empresas e financiamento de obras de energia, entre outros objetivos.

A contribuição será feita por aqueles com patrimônio superior a 200 milhões de pesos (US$ 2,5 milhões), que somam cerca de 12 mil pessoas no país, com uma taxa mínima de 2%, que aumenta progressivamente à medida que o patrimônio aumenta.

A oposição criticou a ideia e afirmou que o imposto acaba incluindo capital de giro e estoques das empresas.

“A pressão tributária na Argentina já é uma das mais altas do mundo e a criação de novos tributos para financiar o aumento dos gastos públicos nos três níveis do Estado não nos permitirá sair da prolongada recessão em que estamos imersos há muito tempo", alertou o Fórum de Convergência Empresarial.

A terceira maior economia da América Latina caminha para o terceiro ano de recessão, com uma queda estimada para este ano em 12%, inflação elevada e aumento acentuado da pobreza, em decorrência do agravamento da crise devido à pandemia do coronavírus.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.