Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Câmara cancela reunião da Comissão Especial da reforma da Previdência marcada para esta quinta

Sessão previa leitura do relatório do deputado Samuel Moreira, mas não há consenso entre os líderes sobre o conteúdo do parecer

Mariana Haubert e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2019 | 02h14
Atualizado 27 de junho de 2019 | 09h06

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados cancelou a reunião da Comissão Especial da reforma da Previdência que estava agendada para as 9h desta quinta-feira, 27. A sessão havia sido marcada para a leitura do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), mas não há consenso entre os líderes sobre o conteúdo do parecer.

Durante a última quarta-feira, 26, deputados de partidos de centro trabalharam para que a sessão da comissão fosse adiada. O argumento usado por eles é que ainda há pontos a serem ajustados na matéria.

O debate da Comissão Especial foi encerrado na quarta. A leitura do voto poderia ter acontecido na sequência, mas foi adiada para esta quinta, à espera de um acordo sobre a inclusão dos Estados e municípios ou não na reforma.

Apesar do cancelamento, integrantes da Comissão Especial e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda negociam a possibilidade de se convocar uma nova sessão para que o relatório seja lido mais tarde, ainda nesta quinta. Dessa forma, o texto só deverá ser votado na próxima semana. 

Nesta quarta, Maia se reuniu com governadores para debater a inclusão de servidores estaduais e municipais no texto da reforma da Previdência. Sem chegar a um acordo, o presidente da Câmara afirmou que as conversas continuariam ao longo desta quinta. 

“Ainda estamos conversando, ainda tem muito diálogo. Ainda vai demorar um pouquinho”, disse Maia, após a reunião com os governadores Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA), Renan Filho (AL), Paulo Câmara (PE), Wellington Dias (PI), Belivaldo Chagas (SE), João Azevêdo (PB) e Flávio Dino (MA).

Também na noite de quarta, os parlamentares já haviam ameaçado cancelar a sessão marcada para quinta, em represália às críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes – que teria usado o termo “máquina de corrupção” para se referir ao Congresso – e também ao atraso na liberação de emendas parlamentares. 

A estratégia conta com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e inviabiliza a leitura do voto do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma. Durante a sessão de quarta, Moreira já havia indicado que seu relatório não traria grandes modificações, indicando um complemento de apenas cinco páginas. "A estrutura do substitutivo está de pé com algumas correções e ajustes", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.