Najara Araújo/Câmara dos Deputados
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ESG

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Câmara decide criar grupo de acompanhamento de ações sobre o meio ambiente

Presidente da Câmara destacou a importância de ser mais 'ativo' no tema e disse que grupo vai atuar em sintonia com Mourão, para fiscalizar as iniciativas do governo

Camila Turtelli e Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2020 | 19h04

BRASÍLIA - Diante das preocupações de investidores com a preservação do meio ambiente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu criar um grupo de acompanhamento do tema no parlamento. “Estou reunindo na próxima semana alguns deputados mais ligados a área do meio ambiente para que a gente possa ter uma proposta de agenda de debate e inclusive de acompanhamento das ações do governo, principalmente, na floresta amazônica”, disse Maia em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira, 23.

Segundo ele, a expectativa é levantar as propostas sobre o meio ambiente que já estão tramitando na Câmara e também fiscalizar os atos do poder Executivo. “A ideia é também um grupo que possa trabalhar integrado com ao grupo liderado pelo vice-presidente da República Hamilton Mourão”, disse.

“A gente precisa estar mais ativo nesse tema, essa é uma demanda importante, é uma preocupação grande”, disse. Maia ainda citou dois projetos que tramitam na Casa e que, segundo ele, estão com o debate avançado que é a regularização fundiária e o licenciamento ambiental.

Ontem, o vice-presidente recebeu, no Palácio do Planalto, executivos dos três maiores bancos privados do Brasil - Santander, Bradesco e Itaú - para discutir uma agenda conjunta para a Amazônia. Pelo lado do governo, além de Mourão, estiveram presentes a ministra da AgriculturaTereza Cristina; o ministro do Meio AmbienteRicardo Salles; e o presidente do BNDESGustavo Montezano.

Os bancos se juntam a investidores internacionais e grandes empresas brasileiras, que têm demonstrado desconforto com o efeito da questão ambiental sobre a economia brasileira. Em junho, a situação ficou ainda mais crítica representantes de fundos bilionários ameaçarem deixar o país caso o governo brasileiro não tome medidas contra o desmatamento da floresta amazônica, que registram novos recordes desde o ano passado.  

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