Shawn Thew/EFE/EPA
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Câmara dos EUA aprova auxílio de US$ 2 mil aos americanos

Proposta está incluída em pacote de US$ 900 bilhões para ajuda em razão da pandemia do coronavírus e agora irá para votação no Senado, controlado por republicanos, que podem vetar o plano

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2020 | 22h00

WASHINGTON - A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou agora pouco o aumento dos pagamentos de auxílios individuais durante a pandemia para US$ 2 mil, frente à proposta anterior de US$ 600. A votação na casa precisava de apoio de dois terços dos deputados, e contou com votação de 275 a 134.

O processo segue agora para o Senado, controlado pela maioria republicana que já havia votado anteriormente contra a ampliação dos cheques para US$ 1,2 mil.

 A aprovação ocorre um dia depois do presidente Donald Trump assinar uma lei pela segunda rodada de estímulos fiscais, mas indicar que o valor de US$ 600 era muito baixo. No Senado há incertezas, pois o líder republicano, Mitch McConnel, não expressou sua posição.

Adultos e crianças terão direito ao benefício

A expectativa é que a aprovação aumente em centenas de bilhões de dólares o atual pacote de US$ 900 bilhões para ajuda em razão da crise provocada pela pandemia da covid-19, o que traz oposição entre parte dos republicanos.

 A proposta é de que cada indivíduo de famílias com rendimento anual inferior a US$ 75 mil receba US$ 2 mil, sendo adulto ou criança.

Na semana passada os democratas tentaram - e fracassaram -, mais do que triplicar o valor dos cheques de auxílio aos americanos. Depois que os republicanos bloquearam a iniciativa, alertaram que tentariam de novo. Mas a medida dificilmente terá sucesso, com uma margem de apoio de dois terços exigida para a aprovação na Câmara e com a forte oposição republicana no Senado.

No domingo, Trump finalmente assinou o pacote de ajuda contra a pandemia de US$ 900 bilhões que inicialmente definiu como “uma desgraça”, recusando-se a assiná-lo, e inesperadamente exigindo que os legisladores mais que triplicassem os pagamentos diretos.

Ao assinar o projeto de ajuda na noite de domingo, Trump declarou em um comunicado que o Senado “começará o processo de votação” da legislação que aumentará os pagamentos diretos e prometeu que “há muito mais dinheiro chegando”. Entretanto, os republicanos do Senado resistiram ao aumento, alegando preocupação com o déficit federal.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, reafirmou hoje seu apoio ao aumento em pronunciamento sobre segurança. A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, também se pronunciou a favor.

“A escolha hoje é ajudar os trabalhadores e suas famílias em toda a América que estão lutando para sobreviver a esta pandemia ou impedir que essa ajuda chegue às pessoas”, escreveu a democrata Nancy em sua conta oficial no Twitter. 

Ao colocar o aumento em debate para votação, os democratas da Câmara apresentaram uma medida – pagamentos de estímulo maiores para os americanos – que muitos pediram na convenção. Mas, ao mesmo tempo, estão desafiando os republicanos a votarem contra a iniciativa e a desafiarem o presidente Trump – o que poderá ter implicações para as votações definitivas na Geórgia que determinarão o controle do Senado.

Pressão dos congressistas

Pressionado por congressistas de todas as alas, Trump sancionou na noite do domingo um pacote de estímulo fiscal liberando US$ 900 bilhões em fundos de ajuda emergencial em meio à pandemia.

O pacote legislativo fornecerá bilhões de dólares para a distribuição de vacinas, fundos para escolas, pequenos negócios, hospitais, auxília à famílias americanas e também garantirá o dinheiro necessário para manter o governo funcionando até o final do ano fiscal. 

O presidente, que deixa o cargo em 20 de janeiro depois de perder a eleição de novembro para Biden, recuou da ameaça anterior de bloquear o projeto de lei, aprovado pelo Congresso na semana passada, depois de sofrer intensa pressão de legisladores democratas e republicanos. 

Trump havia exigido que o Congresso mudasse o projeto de lei para aumentar o valor do estímulo para americanos em dificuldades de US$ 600 para US$ 2 mil e também cortar alguns outros gastos. O presidente republicano não mencionou, no entanto, que o valor de US$ 600 havia sido sugerido pelo seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. 

Ainda que o estímulo que passou no Congresso tenha metade do tamanho de uma lei aprovada em março, é considerado um dos mais importantes pacotes de auxílio da história dos Estados Unidos. O pacote também estende uma moratória sobre despejos que deveria expirar em 31 de dezembro, atualiza o apoio à folha de pagamento de pequenas empresas, fornece financiamento para ajudar a reabrir escolas e ajuda para a indústria de transporte e distribuição de vacinas. / AGENCIAS INTERNACIONAIS COM TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

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