Câmara dos EUA aprova impostos corporativos maiores

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto que inclui impostos maiores para gestores de fundos de investimento e empresas multinacionais. A novidade faz parte de um projeto maior, que prevê a ampliação no prazo de benefícios para os desempregados e incentivos fiscais temporários.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

28 de maio de 2010 | 17h50

Os legisladores da Câmara aprovaram o pacote hoje, com 215 votos favoráveis e 204 contrários, após líderes do partido Democrata passarem uma semana tentando tranquilizar seus deputados sobre as despesas deficitárias. O projeto agora segue para o Senado, que vai começar a discuti-lo quando voltar da semana de recesso, por conta do feriado do Memorial Day, no dia 7 de junho.

O projeto aprovado pela Câmara renova os incentivos fiscais que haviam terminado, como o crédito fiscal para pesquisas e a dedução nos impostos estatais de vendas. Ele também estende benefícios federais para desempregados até novembro deste ano e inclui bilhões para gastos estatais com infraestrutura. "Criar empregos ajuda a reduzir o déficit", disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, antes da votação. "Trata-se de construir a infraestrutura da América, investir em pesquisa e desenvolvimento."

O projeto da Câmara elevaria os gastos do governo em cerca de US$ 116 bilhões nos próximos dez anos. O aumento nos impostos corporativos aumentaria US$ 56 bilhões, fazendo o custo líquido cair para US$ 60 bilhões no período de dez anos.

Impostos

O projeto prevê ainda que gestores de fundos de hedge e de privaty equity paguem alíquotas comuns de imposto de renda, abolindo o tratamento especial para ganhos de capital que eles recebem atualmente, sobre sua parcela nos lucros em investimentos bem sucedidos. A alíquota subirá de 15% para 35%. O aumento no imposto só seria aplicado a lucros auferidos depois de 1º de janeiro de 2011.

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