Câmara dos EUA aprova nova lei agrícola do país

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou hoje por 318 a 106 votos a nova Farm Bill, lei agrícola do país, de US$ 290 bilhões, que o presidente George W. Bush ameaça vetar. O Senado deve votar a Farm Bill amanhã. A aprovação com ampla margem de votos - mais de dois terços da Casa - sugere que o setor tem força suficiente para superar o veto presidencial. O proponente da Farm Bill, Tom Buis, presidente da União Nacional dos Fazendeiros, disse que o presidente Bush deveria prestar atenção à força da votação de hoje. "Eu pediria ao presidente para observar a força do voto de hoje, aceitar que o povo americano quer esta lei e reconsiderar sua promessa de veto", disse Buis. A administração repetiu inúmeras vezes nos últimos meses que a Farm Bill, como foi proposta pela comissão conjunta Câmara-Senado, tem custo muito alto e ainda não faz as reformas necessárias no programa de subsídios agrícolas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pediu ao Congresso para acabar com os subsídios para fazendeiros cuja receita supera mais de US$ 200 mil, mas depois afirmou que um teto de US$ 500 mil seria aceitável. A Farm Bill aprovada hoje acabaria apenas com um tipo de subsídio para fazendeiros cuja receita anual proveniente da atividade agrícola seja superior a US$ 750 mil. Entretanto, estes fazendeiros não perderiam o subsídio mesmo se tivessem uma renda extra de até US$ 500 mil proveniente de negócios fora do setor agrícola. Por esta proposta, os subsídios seriam cortados se a renda não-agrícola superar US$ 500 mil. O surpreendente apoio à Farm Bill visto na Câmara não diminuiu a resistência da administração Bush. O secretário da Agricultura, Ed Schafer, divulgou nota criticando a aprovação da lei. "A lei que foi aprovada é uma lei agrícola apenas no nome", disse Schafer. "Ela não ajuda os fazendeiros que realmente precisam dela, e ainda aumenta o custo do governo, enquanto ameaça o futuro dos programas agrícolas legítimos ao afetar a credibilidade das leis agrícolas em geral", acrescentou o secretário. As informações são da Dow Jones.

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