Câmara dos EUA aprova pacote imobiliário agressivo

Medidas incluem US$ 300 bi em recursos federais para garantir empréstimos, mas podem ser vetadas

Patrícia Fortunato, da Agência Estado,

08 de maio de 2008 | 19h40

Os democratas da Câmara de Representantes americana, com a ajuda de republicanos de Estados fortemente atingidos pela crise das hipotecas, aprovaram um amplo pacote imobiliário que envolve novas garantias para empréstimos, créditos fiscais e regulação financeira. Veja também:Cronologia da crise financeira  Entenda a crise nos Estados Unidos   O ponto central do pacote, US$ 300 bilhões em recursos federais para garantir empréstimos, foi aprovado por 266 votos a 154, apesar da ameaça de veto da Casa Branca. Quase 40 republicanos se uniram aos democratas para aprovar a medida.  Apesar do esforço bipartidário, seriam necessários outros 25 votos para impedir um veto presidencial. O porta-voz da Casa Branca, Tony Frato, reiterou a oposição do Executivo à proposta. "Queremos deixar claro ao Congresso que do modo que está o projeto não se transformará em lei. Fomos muito claros sobre nossas preocupações por semanas, privada e publicamente".  O presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, o democrata Barney Frank, discordou da assertiva de Fratto: "Eles estão enviando sinais mistos". Já o também democrata Steny Hoyer, líder da maioria na Câmara, disse durante a discussão da proposta que "isto (as medidas) é para tentar ajudar as pessoas que foram atingidas brutalmente por esta economia". Agora o foco volta-se para o Senado, mas é improvável que o pacote seja aprovado lá, já que o democrata Christopher Dodd, presidente do Comitê Bancário do Senado, afirmou que pretende lançar seu plano imobiliário no dia 13 de maio.

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