Câmara dos EUA aprova plano econômico de US$ 146 bi

Em um raro momento de cooperação bipartidária, a Câmara dos Representantes dos EUA votou hoje para aprovar um plano de estímulo econômico de US$ 146 bilhões negociado na semana passada com a administração do presidente Bush. O coração do plano são os US$ 101 bilhões em cheques de restituição de impostos de até US$ 600,00 por contribuinte - com valores ainda mais altos para famílias com crianças. Pelo plano, as empresas também vão economizar um valor estimado em US$ 45 bilhões em isenções fiscais com objetivo de encorajá-las a comprar novos equipamentos este ano. A medida tem como objetivo ajudar a nação a evitar uma recessão desencadeada em parte pela crise de empréstimo de alto risco (subprime). Como resultado, o pacote também vai elevar temporariamente os limites de empréstimos para a Administração Federal de Moradia e agências patrocinadas pelo governo, Fannie Mae e Freddie Mac. A Casa Branca já começou a pressionar o Senado para passar a lei aprovada pela Câmara sem mudanças. Contudo, alguns senadores democratas têm um plano diferente e estão tentando fazer emendas à proposta de estímulo econômico, com uma extensão de 13 semanas ao benefício de desemprego. Em entrevista concedida à imprensa mais cedo, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi (Democrata), disse que apóia uma extensão do benefício de desemprego, mas que ela apenas consideraria acrescentá-lo à lei se os republicanos e o presidente dos EUA, George W. Bush, concordarem com a medida. As informações são da Dow Jones.

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