Câmara dos EUA busca estímulo econômico de US$ 825 bilhões

Líderes querem ajudar Obama com US$ 550 bi em iniciativas emergenciais e US$ 275 bi em benefícios fiscais

Richard Cowan, da Reuters,

15 de janeiro de 2009 | 16h28

Líderes democratas da Câmara dos Deputados norte-americana revelaram nesta quinta-feira, 15, uma proposta de US$ 825 bilhões em gastos e corte de impostos com que esperam ajudar o presidente eleito, Barack Obama, a reverter o declínio da economia.  Veja também:   Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O projeto de lei, que ampliaria o já significativo déficit orçamentário de US$ 1,2 trilhão previsto para este ano, combinaria US$ 550 bilhões em iniciativas emergenciais de gastos com US$ 275 bilhões em benefícios fiscais temporários.  O objetivo, de acordo com a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, é criar e preservar até 4 milhões de empregos. Obama pediu ao Congresso que aja rapidamente, sob risco de ver a economia se deteriorar ainda mais.  Pelosi reconheceu que o anúncio da proposta é apenas um "primeiro passo" de uma longa batalha no Congresso e que o custo final do pacote pode mudar. Na próxima quarta-feira, um dia após a posse de Obama um comitê da Câmara planeja fazer uma detalhada revisão do projeto, dando aos republicanos oportunidade de propor mudanças. Outros dois comitês vão analisar o projeto.  Uma das propostas tributárias visa fazer com que recursos cheguem imediatamente a construtores e outros atingidos fortemente pelo colapso do mercado imobiliário. A proposta também inclui outras reduções de impostos para investimentos e confirma uma promessa de campanha de Obama para dar aos trabalhadores crédito tributário de US$ 500 e US$ 1.000 por casal.  Pelo lado dos gastos, o projeto comprometeria bilhões de dólares para projetos que incluem reconstrução de rodovias e pontes e ajuda a escolas.

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