Câmara dos EUA rejeita nova proposta sobre a dívida

Decisão dos deputados ocorre três dias antes de acabar o prazo para os EUA elevarem o teto da dívida

Economia & Negócios,

30 de julho de 2011 | 17h29

A Câmara dos Representantes (deputados) americana, de maioria republicana, rejeitou uma proposta do Partido Democrata para elevar o limite de endividamento dos Estados Unidos neste sábado (30), apenas três dias antes do prazo para o país evitar um default (calote) nos credores.

A rejeição à proposta do partido do presidente Barack Obama ocorre um dia depois de o Senado, de maioria Democrata, ter barrado uma proposta dos republicanos.

A dívida pública dos EUA já atingiu o seu limite legal, de US$ 14,3 trilhões, e, caso o Congresso não aprove um aumento desse teto, o governo americano pode dar um calote nos seus credores no dia 2 de agosto.

No passado, a elevação do teto legal da dívida era rotina, mas, neste momento, o Partido Republicano, de oposição, citando o enorme déficit nas contas públicas dos EUA, demandam um corte profundo de gastos como condição para aprovar o aumento do endividamento.

Os dois partidos concordam que o déficit tenha que ser reduzido, mas os republicanos defendem que isso seja feito apenas com corte de despesas, enquanto os democratas são favoráveis à redução de gastos combinada com aumento de impostos sobre os mais ricos.

A proposta rejeitada na sexta-feira no Senado, apresentada pelo líder republicano John Boehner, era para elevar em US$ 900 bilhões o limite de endividamento e previa um corte de US$ 2,5 trilhões no déficit nos próximos dez anos. Tal aumento no teto da dívida permitiria ao governo honrar seus compromissos por mais seis meses, de modo que, em 2012, ano eleitoral, o Congresso precisaria aumentar novamente o limite.

O plano dos democratas, diferentemente, prevê um aumento do teto em US$ 2,4 trilhões (suficiente para o governo pagar credores até 2013) e um corte de gastos no valor de US$ 2,2 trilhões.

(Com agências internacionais) 

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