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Câmaras de Comércio defendem o aço brasileiro

O Brasil ganhou mais um aliado na briga do aço com os Estados Unidos. As câmaras americanas de comércio de São Paulo e do Rio de Janeiro enviaram hoje ao presidente George W. Bush, para outras autoridades do Executivo e líderes do Congresso norte-americano documento conjunto defendendo o produto brasileiro.O texto destaca os investimentos de mais de US$ 10 bilhões realizados pelas siderúrgicas locais após a privatização do setor, em 1993, e empregados na melhoria de processos, redução de custos e controle ambiental. "Hoje, os produtos produzidos no Brasil são 30% mais baratos, em média, que similares produzidos nos EUA", destaca o documento.O relatório elaborado pelas câmaras condena a aplicação de sobretaxas de até 40% propostas pela Comissão Internacional de Comércio (ITC, na sigla em inglês) à importação de produtos siderúrgicos. O envio do documento tem como objetivo pressionar a decisão de Bush, aguardada para esta quarta-feira, em relação ao amplo processo de salvaguardas iniciado em meados do ano passado.O documento pede ainda às autoridades americanas "consistência em relação aos princípios de livre comércio ao formularem políticas de importação de aço, favorecendo, desta forma, relações comerciais mais frutíferas entre Brasil e Estados Unidos, que, em breve, liderarão conjuntamente as negociações para uma integração comercial hemisférica".Em nota, o presidente do Conselho da Câmara Americana de Comércio de São Paulo (AmCham-SP), Robert Mangels, argumenta que a adoção de sobretaxa ao aço seria um retrocesso na abertura de mercado pretendida com a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A presidente da Câmara Americana de Comércio do Rio, Gabriela Icaza, lembra ainda que a sobretaxa também incomoda vários setores da indústria norte-americana, como o automobilístico e eletrodomésticos.

Agencia Estado,

04 de março de 2002 | 15h55

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