Camareira de caso Strauss-Kahn vai mover ação civil 'em breve'

O advogado da camareira de hotel que acusou o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn de abusar sexualmente dela em um hotel de Nova York disse nesta quinta-feira que pretende mover uma ação civil em breve.

REUTERS

28 de julho de 2011 | 17h11

Kenneth Thompson, o advogado de Nafissatou Diallo, não especificou aos repórteres presentes em uma coletiva de imprensa exatamente quando isso será feito.

"Eu disse em breve. Em breve quer dizer em breve", disse ele a repórteres.

Diallo, numa entrevista coletiva absolutamente incomum, lançou um apelo público cheio de emoção para que as pessoas acreditem em sua história. O processo criminal está cercado de incertezas há semanas, desde que os promotores revelaram ter descoberto várias discrepâncias nos relatos que Diallo fez sobre seu passado.

Diallo disse aos jornalistas que não consegue parar de chorar e que gostaria que nenhuma outra mulher tivesse que sofrer como ela, primeiro às mãos de um agressor poderoso e depois por ter sua história colocada em dúvida.

"Estou passando por muitas coisas. Eu e minha filha estamos passando por muitas coisas. Choramos todos os dias, não conseguimos dormir", disse Diallo, emocionada e às lágrimas.

"Muitas coisas que andam dizendo sobre mim não são verdade", disse a mulher, cujos amigos a chamam de "Nafi".

Strauss-Kahn, de 62 anos, enfrenta acusações criminais que incluem a tentativa de estupro, agressão sexual e abuso sexual.

Strauss-Kahn, que antes do incidente era visto como provável candidato a tornar-se o próximo presidente francês, nega as acusações e afirma que qualquer contato sexual que tenha tido com Diallo foi consensual.

Seus advogados descreveram o esforço de Diallo para vir a público como uma tentativa de última hora dela e seus advogados de arrancar dinheiro do ex-chefe do FMI.

(Reportagem de Joseph Ax e Noeleen Walder)

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