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Camargo Correa e Andrade Gutierrez sofrem processos milionários após mortes de funcionários

Ministério Público do Trabalho move duas ações contra empresas, no valor total de R$ 26 milhões 

Agência Estado,

21 de maio de 2013 | 14h46

SÃO PAULO - As construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez são processadas por descumprimento de normas de segurança do trabalho. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou nesta terça-feira, 21, que move duas ações contra as empresas após a morte de trabalhadores em obras. O valor total é de R$ 26 milhões.

A Camargo Corrêa também é acusada de dumping, prática de concorrência desleal em que ocorre barateamento de custos dos serviços a partir de desrespeito a direitos trabalhistas.

O MPT no Amazonas requer na Justiça que a Andrade Gutierrez pague R$ 20 milhões por dano moral coletivo. A construtora foi processada após a morte de um trabalhador no canteiro de obras da Arena da Amazônia em março deste ano. O estádio é uma das sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Na ação contra a Camargo Corrêa, o MPT de Rondônia pede a condenação da empresa em R$ 5 milhões por dano moral coletivo e de R$ 1 milhão pela prática de concorrência desleal.

A construtora foi processada após morrerem dois trabalhadores em maio dos anos de 2011 e 2012. Os acidentes ocorreram na obra de construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Porto Velho (RO). A audiência para o julgamento do caso foi marcada para julho, com a presença dos representantes legais da Camargo Corrêa.

O MPT informou que já conseguiu na Justiça antecipação de tutela que obriga a Camargo Corrêa a adequar imediatamente a segurança no canteiro de obras da usina.

A decisão exige, entre outras medidas, o fornecimento e a fiscalização do uso de equipamentos de proteção individual pelos operários; a regularização de andaimes; a sinalização do canteiro; a adoção de mecanismos de proteção para o trabalho em altura e o preenchimento dos vãos entre as travessias instaladas pela edificação.

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