Camargo Corrêa prefere Votorantim e CSN fora da Cimpor, diz diretor

'O nosso projeto de convergência de acionistas para a valorização da companhia fica mais difícil', diz José Edison

Marcílio Souza,

11 de fevereiro de 2010 | 10h09

O conglomerado brasileiro Camargo Corrêa prefere a Votorantim e a CSN fora do capital acionário da cimenteira portuguesa Cimpor, disse o diretor da unidade de cimentos da Camargo Corrêa, José Edison, ao jornal português Diário Económico nesta quinta-feira.

 

A Camargo Corrêa fechou um acordo no valor de cerca de 1 bilhão de euros para comprar uma fatia de 22,17% na Cimpor, tornando-se a maior acionista individual da cimenteira portuguesa. Em seguida, vem a Votorantim, com 17,3% de participação.

 

A transação representou um revés para as esperanças da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de ganhar o controle da Cimpor, já que a Camargo Corrêa e a Votorantim terão conjuntamente agora quase 50% da Cimpor. A CSN fez uma oferta por toda a Cimpor, que foi rejeitada pelo conselho da cimenteira.

 

À pergunta sobre se a Camargo Corrêa poderia acabar vendendo sua fatia na Cimpor para a CSN caso a siderúrgica eleve o preço de sua oferta além dos 6,50 euros por ação pagos pelo conglomerado, Edison disse que sua companhia acredita que 6,50 euros seja o valor justo da Cimpor, e que a Camargo Corrêa fez o acordo com uma perspectiva de longo prazo.

 

Edison salientou ainda que a Cimpor complementa a atuação da Camargo Corrêa no Brasil, pois a cimenteria portueguesa possui uma forte atuação no Nordeste, região em que a empresa brasileira tem atuação restrita.

 

O executivo acrescentou que não acredita que as autoridades antitruste brasileiras vão criar problemas para a compra da participação na Cimpor. As informações são da Dow Jones

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