Câmbio afeta ritmo de exportações

Levantamentos feitos pela Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que o real valorizado está impedindo que o Brasil consiga acompanhar o mesmo ritmo de crescimento nas exportações que os países emergentes, como China e Índia. Dados obtidos pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontam que de janeiro a setembro o crescimento das vendas do País em termos nominais foi de 16%, pouco acima da média mundial de 15% no mesmo período. Mesmo assim, o desempenho somente está sendo atingido graças aos altos preços das commodities agrícolas. Em 2006, o Brasil vendeu US$ 137,5 bilhões e fechou o ano na 24ª posição entre os maiores exportadores do mundo e, ao contrário do que previa o governo, caiu no ranking. No ano passado, as exportações já haviam crescido 16%, mas outros países emergentes apresentaram desempenhos superiores em suas vendas. Com 1,1% do mercado mundial, o Brasil não tem garantias de que conseguirá subir na tabela em 2007. A China, que já é a terceira maior exportadora, somou US$ 968,9 bilhões em 2006 e, até setembro de 2007, teve um aumento de 27% em suas vendas. As importações cresceram 20%. A Índia também apresentou dados positivos, com crescimento de 20% em suas exportações de janeiro a setembro. As importações aumentaram 25%.No caso do Brasil, o real também estaria impactando nas importações. No ano passado, as compras chegaram a US$ 95,9 bilhões, com alta de 24%. Segundo a OMC, o País ocupava a 28ª posição entre os maiores importadores do mundo, ranking liderado pelos Estados Unidos com US$ 1,9 trilhão. De janeiro a setembro deste ano, a alta no Brasil já foi de 28%, em parte também graças ao aumento do consumo interno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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