Câmbio ajuda inflação, mas pode prejudicar crescimento, alerta Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou hoje que o câmbio atual tem ajudado a reduzir a inflação e atingir as metas macroeconômicas, mas pode, no futuro, prejudicar o crescimento da economia brasileira e, inclusive, eliminar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional."A nossa preocupação já não é mais com 2005, onde os dados estão praticamente consolidados. Queremos que 2006 e 2007 sigam essa tendência de crescimento das exportações de 20% ao ano e que nós não nos sintamos cômodos com o câmbio atual", disse Furlan.Ao ser informado de que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, declarou hoje que a valorização do real não tem afetado as exportações, Furlan respondeu: "Na fotografia de hoje, ele (Palocci) tem razão. Mas nós aqui, por sermos a bandeira do desenvolvimento, temos a obrigação de olhar o futuro. Estamos colhendo hoje o que foi plantado em 2003 e 2004. E, no ano que vem, e nos anos subseqüentes, vamos colher o que estamos plantando agora. O ministro Furlan disse ainda que o Banco Central e o Tesouro Nacional fazem uma política autônoma de reconstituição de reservas e compras de dólares, mas que já há reconhecimento geral de que há setores que estão perdendo o "ímpeto exportador" porque não têm mais rentabilidade, principalmente em relação a alguns mercados.Além do setor de calçados, que vem perdendo exportações, Furlan disse que outros setores na área de linha branca e do setor automotivo já estão revendo seus projetos para 2006.

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