Câmbio compensa pressão de alta de preços nos supermercados

A apreciação do real sobre o dólar está compensando a pressão de alguns setores industriais por aumento de preços no varejo, segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Sussumu Honda. O câmbio deixou mais baratas as importações, por exemplo, e do trigo e da farinha de trigo, presentes em uma grande quantidade de alimentos industrializados.Na mesma linha, uma outra gama de produtos, como material de limpeza e creme dental, se beneficiou do barateamento de insumos químicos e petroquímicos importados. Honda também citou os preços mais baixos do óleo de soja e das embalagens. "Todos esses fatores levaram a uma deflação dos preços no varejo", disse o empresário.Em fevereiro, por exemplo, o Índice de Preços dos Supermercados (IPS/Apas, calculado pela Fipe) foi de -0,37% contra -0,08% em janeiro. No ano passado, o índice subiu menos de 2%, contra um IPC de 6,5%. "Desde o segundo semestre de 2004, estamos sentindo o impacto positivo do dólar nos preços", ressaltou.O executivo disse que é comum haver pressão para reajuste de preços por parte da indústria. Mas a concorrência externa, completou, tem ajudado os supermercadistas a negociar a manutenção dos preços. "Mas se o dólar for a R$ 2,90/R$ 3,00, certamente haverá pressão altista", observou.

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