Câmbio deve ficar em R$ 2,25, aponta AEB

Associação de Comércio Exterior do Brasil também prevê saldo negativo na balança do Brasil em 2013, o primeiro desde 2000

Sabrina Valle, da Agência Estado,

17 de julho de 2013 | 11h45

RIO - O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, estima em R$ 2,25 o câmbio médio do País para este ano.

Segundo ele, ainda assim a cotação não seria suficiente para tornar a exportação de manufaturados competitiva no mercado internacional.

"Hoje temos o câmbio variando de acordo com Banco Central e o governo tem todo interesse em baixar (o câmbio), por conta da inflação", diz Castro. Trabalhando com a estimativa de R$ 2,25 para a relação do real com o dólar, ele calcula que, "ainda assim, o impacto só seria sentido em 2014".

Para o presidente da AEB, uma taxa confortável para aliviar os exportadores giraria entre R$ 2,40 e R$ 2,50, "o que dificilmente acontecerá", admite.

"Só se houver uma crise internacional para alcançar essa taxa, de outra forma não consigo imaginar. O Banco Central está fazendo todo esforço para levar para baixo a taxa, que já prejudica as importações e não alivia a exportação de manufaturados."

Queda nas exportações.  A  AEB revisou para baixo as estimativas de exportações para 2013 e para cima as de importações.

Pela revisão de projeções da balança comercial brasileira divulgada nesta quarta-feira, 17, relativamente aos dados divulgados em 18 de dezembro de 2012, a AEB reduz as exportações para US$ 230,511 bilhões, queda de 5%, e amplia as importações para US$ 232,519, alta de 4,2%. Com isso, gera déficit comercial de US$ 2,008 bilhões. Se confirmado, este será o primeiro saldo negativo desde 2000.

Pela projeção anterior da AEB, feita em 18 de dezembro, o resultado da balança comercial corresponderia a um superávit de US$ 14,620 bilhões.

Segundo a AEB, a redução das exportações deve-se à aceleração da queda das cotações das commodities em geral, aliada à diminuição do quantum de petróleo, óleos combustíveis, milho e algodão, em contrapartida à tendência de menor ritmo de crescimento das importações, decorrente da perspectiva de redução do consumo interno e de patamar mais elevado da taxa cambial.

 

 

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