Câmbio e boa safra fazem inflação desacelerar

O IGP-10, da Fundação Getúlio Vargas, alcança em maio a metade da alta que foi registrada no mesmo período de abril

IDIANA TOMAZELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2015 | 02h01

O alívio do câmbio, aliado à boa safra de grãos no Brasil e no exterior, reduziu a pressão sobre os preços no atacado. O Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) subiu 0,52% em maio, menos da metade do registrado em abril, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O resultado veio no patamar mínimo esperado pelos economistas e a expectativa é de que a desaceleração continue ao longo deste mês. "A tendência é de que essa trajetória (de acomodação) do câmbio traga alívio, permitindo alta menor dos preços (no atacado)", afirmou o superintendente adjunto de Inflação da FGV, Salomão Quadros.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,53%, bem menos do que em abril, principalmente por causa dos grãos. Só a soja ficou 4,23% mais barata, em função da safra recorde no Brasil e das boas perspectivas para o plantio nos Estados Unidos. Preços do milho seguiram na mesma direção. Todos os produtos foram beneficiados pela acomodação da cotação do dólar ante o real. "Olhando para a frente, a desvalorização do real já está incorporada e a expectativa é de que não tenha nenhuma pressão de alta", disse o economista Marcel Caparoz, da RC Consultores.

No varejo, a inflação também desacelerou, com a trégua nos aumentos na conta de luz. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,57% neste mês e a redução na taxa só não foi mais intensa por causa do reajuste de medicamentos e da entrada da nova coleção de roupas. A exceção deve ser o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), diante da previsão de acordos salariais da categoria no Rio e em São Paulo. / COLABOROU MÁRIO BRAGA

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