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Câmbio e juros prejudicam indústria de SP, alerta Alckmin

A apreciação do real frente ao dólar e o aumento dos juros promovidos pelo Banco Central (BC) começam a comprometer o desempenho da economia paulista, disse hoje o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, alguns setores com forte dependência de exportações, caso da indústria calçadista de Franca, no interior do Estado, enfrenta uma crise por conta da desvalorização do dólar."Franca, algum tempo atrás, era a capital do emprego, mas hoje está com um problema sério. É um pólo atacadista, com mais de 600 pequenas, médias e grandes indústrias de sapatos, demandantes de mão-de-obra intensiva e que deixou de exportar 6 milhões de pares de sapato", disse o governador, em evento no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. Alckmin informou que, acompanhando o comportamento da economia, a arrecadação estadual de ICMS também começa a apresentar "desaquecimento", embora "nada muito grave ainda". "Até ontem (13/6), nossa previsão orçamentária era de R$ 1,743 bilhão e a arrecadação estava em R$ 1,770 bilhão, ou seja, R$ 27 milhões a mais, 1,6% acima. Somos cautelosos no orçamento e, por isso, em outros meses, no mesmo período, o valor acima era de R$ 100 milhões, R$ 150 milhões", relatou. "Está claro que a economia perde ritmo", opinou.Salvação nas exportaçõesAlém do câmbio, o governador culpou a elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, como causa da redução do consumo no mercado doméstico e, portanto, da diminuição da produção industrial no Estado. A salvação para esta parte do segmento produtivo, segundo ele, tem sido as exportações.Como forma de atrair novos investimentos ao Estado e, simultaneamente, manter o ritmo das exportações, ele disse que sua administração tem assegurado a devolução do crédito tributário aos exportadores que apresentam projetos de novos investimentos ou de expansão de fábricas."Só a indústria automobilística deve investir R$ 1,4 bilhão de reais com esta devolução de crédito tributário. Quatro montadoras já assinaram acordos de investimentos importantes: Volkswagen, Ford, General Motors e DaimlerChrysler", contou.Ele também informou que o setor do agronegócio tem assegurado o vigor econômico do Estado. "O setor do agronegócio vai bem, nos segmentos sucroalcooleiro, de suco de laranja, de café e de leite. Vários setores do agronegócio de São Paulo caminham bem", enfatizou.

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