Câmbio, entressafra e preços administrados pressionaram IGP-10

A elevação do IGP-10 de junho (1,35%) para julho (1,86%) ocorreu especialmente em conseqüência da maior pressão do dólar e da entressafra de produtos agrícolas sobre os preços no atacado e, no varejo, do impacto das tarifas e dos preços administrados. O Índice de Preços do Atacado (IPA, aumento de 2,57%) foi mais pressionado pelos produtos agrícolas (4,78%) do que pelos industriais (1,76%). No caso dos agrícolas, a alta do dólar provocou aumentos de preços da soja (14,61%), trigo (18,06%) e cacau (19,41%), enquanto a entressafra pressionou os preços dos ovos (16,04%) e do feijão (23,16%). No caso dos produtos industriais, o câmbio foi responsável pelos aumentos do óleo de soja refinado (15,41%), fios e cabos de cobre (13,01%), celulose (15,15%), óleo combustível (7,55%) e óleo diesel (2,34%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC, elevação de 0,73%) sofreu influência especialmente do telefone residencial (5,31%), gás de botijão (6,37%), planos e seguros de saúde (3,03%) e passagens aéreas (4,65%).

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