Câmbio favorece venda de importados na Páscoa nos supermercados

A cotação do dólar na faixa de R$ 2,60 deve estimular as vendas de produtos importados na Páscoa deste ano. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) no final de janeiro, época em que estavam sendo iniciadas as encomendas para a festa, a maioria dos supermercados pretendia elevar as encomendas de produtos como pescados e vinhos estrangeiros junto aos fornecedores.Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados pretendiam comprar, em média, 13,7% mais bacalhau que no mesmo período de 2004, enquanto 45% tinham planos de manter as encomendas estáveis. Nenhum dos entrevistados manifestou a intenção de reduzir as compras do peixe. Quanto aos vinhos importados, 43% manifestaram planos de comprar, em média, 13% a mais que no ano anterior. Ao mesmo tempo, 45% pretendiam manter as encomendas estáveis.No geral, 67% dos entrevistados se disseram otimistas em relação a um aumento das vendas nesta Páscoa e 27,5% apostaram na estabilidade. Apenas 5% dos supermercados que participaram da pesquisa estimaram uma queda nas vendas. Conseqüentemente, 75% manifestaram planos de elevar as encomendas totais para a Páscoa, considerada a segunda melhor data para o setor supermercadista, atrás apenas do Natal. Os demais 25% manifestaram planos de manter as compras estáveis em relação ao ano passado. Em média, a intenção era aumentar as encomendas totais variou entre 10% e 15%.Além dos importados, outros produtos ganharam espaço na estratégia dos supermercados para a Páscoa deste ano. No fim de janeiro, 63% dos entrevistados pretendiam elevar as compras de ovos de páscoa e 50% planejavam um aumento das encomendas de chocolates em geral. Manutenção de preçosO presidente da Abras, João Carlos de Oliveira ressaltou ainda que a atual performance do câmbio também deve favorecer a manutenção dos preços. Ele ressaltou que o setor supermercadista prevê para o fim do ano uma cotação do dólar um pouco superior aos cerca de R$ 2,60 registrados atualmente, na faixa de R$ 2,70 a R$ 2,80. Segundo ele, esse valor seria razoável para facilitar o consumo no mercado interno sem prejudicar segmentos como o de exportações. Com base nesse cenário, a Abras acredita que o setor supermercadista poderá encerrar o ano de 2005 com um crescimento entre 3% e 4% nas vendas.

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