Alex Silva/Estadão
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Câmbio faz agronegócio ter exportação recorde em março

Saldo comercial do agronegócio no mês de março ficou 11,02% maior que o registrado no mesmo período no ano passado

Victor Martins, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2016 | 15h58

BRASÍLIA - O saldo comercial do agronegócio ficou positivo em US$ 7,183 bilhões em março, montante  11,02% maior do que o registrado em março de 2015, quando o resultado das trocas comerciais ficaram em US$ 6,470 bilhões. Esse desempenho foi resultado de exportações, que somaram US$ 8,347 bilhões; as importações, em contraponto, ficaram em US$ 1,164 bilhão. A secretária de Relações Internacionais, Tatiana Palermo, do Ministério da Agricultura, responsável por compilar os dados, celebrou os números. "Câmbio e diversificação de mercados ajudaram a aumentar as exportações, elas foram recorde no mês", informou. 

Segundo Tatiana, em 12 meses, a pasta observou participação de 47,5% nas exportações totais do País em comparação com 43,5% no mesmo período do ano anterior. No primeiro trimestre, o saldo comercial do agronegócio somou US$ 17,001 bilhões, alta de 16,68% frente ao primeiro trimestre do ano passado. "Estamos acompanhando vendas inéditas para o exterior", disse. "Respondemos por 52,2% do total vendido pelo Brasil em março", comemorou.

As exportações de soja e de milho foram os destaques da balança comercial de março. Segundo Tatiana, a soja fechou com 8,4 milhões de toneladas, recorde para o mês. Em 12 meses, ficou em 58,6 milhões de toneladas, também maior valor já registrado para o período. No milho ocorreu o mesmo: recorde para março (2 milhões de t) e para 12 meses (35,8 milhões de toneladas).  

Tatiana ainda disse que o Brasil voltou a ser "uma potência" em exportações de carnes. "Estamos colhendo resultados." No mês, exportou 625 mil toneladas, alta de 21,1% frente a igual período de 2015. Esse volume é ainda equivalente a US$ 1,235 bilhão - receita 5,4% superior à registrada em março do ano passado. Na avaliação da secretária, o dólar mais alto frente o real e a diversificação de mercados colaboraram para as vendas dos produtos, mesmo com os preços internacionais em baixa. 

Café é uma das commodities que tem apresentado resultados negativos. No mês, houve queda de 20,9% em receita e de 2,7% em volume. No trimestre, recuo de 18,8% no mês e queda de 23,4% nos primeiros três meses do ano. Para a secretária, comparando dados de anos anteriores, o produto não tem um problema específico, e o período é sazonalmente de desempenho mais baixo. Ela ponderou, no entanto, que é possível que os produtores estejam esperando, mantendo estoques, à espera de preços melhores.

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