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Câmbio fez dívida externa subir 4,1%

Valor foi a R$ 123,19 bilhões; no caso da dívida interna, aumento foi de 1,53%, para R$ 1,189 trilhão

Fabio Graner e Adriana Fernandes, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 00h00

Com a alta do dólar por causa do auge da crise nos mercados financeiros internacionais em agosto, a dívida pública externa saltou 4,15% no mês passado, atingindo R$ 123,19 bilhões. Bem menos sensível aos movimentos do câmbio do que no passado, a dívida pública interna do governo federal subiu de forma mais moderada: 1,53%, alcançando R$ 1,189 trilhão.Essa elevação na dívida interna foi determinada por despesas com juros (pagas com emissão de dívida) de R$ 13,6 bilhões e vendas líquidas de papéis de R$ 4,4 bilhões. No total, somando-se os débitos dentro e fora do País, a dívida pública federal no mês passado subiu 1,77%, para R$ 1,312 trilhão.Apesar da crise, a situação da dívida interna não se deteriorou significativamente em seu perfil. ''''Em nenhum momento deixamos de acreditar que as bandas do Plano Anual de Financiamento (PAF) não seriam cumpridas'''', disse o coordenador de operações da dívida, Guilherme Pedras. ''''As bandas do PAF continuam perfeitamente factíveis de serem alcançadas. Nesse sentido, não houve impacto das turbulências.'''' O PAF é o documento divulgado anualmente pelo governo que traça a estratégia e metas de financiamento da dívida.Devido à volatilidade do mercado, contudo, os lotes de venda de títulos em agosto foram menores do que o previsto e o Tesouro teve de deixar de fazer um dos leilões marcados. O cronograma de títulos previa uma emissão líquida de papéis (emissões menos resgate) máxima de R$ 26,2 bilhões. A emissão líquida em agosto, porém, foi de apenas R$ 4,3 bilhões.Enquanto isso, o Banco Central teve de fazer volumosas operações de curto prazo (até um mês) para retirar a sobra de dinheiro da economia, nas chamadas operações de mercado aberto. O BC retirou do mercado em agosto, em operações de até um mês, um volume de R$ 85,66 bilhões, ante R$ 99,12 bilhões em julho e apenas R$ 10,20 bilhões em junho.Os principais indicadores de perfil tiveram oscilações pequenas, à exceção da parcela a vencer em até 12 meses. Esse índice subiu de 33,7% do total da dívida para 34,1%, situando-se acima do limite superior (33%) da banda definida na estratégia do Tesouro Nacional no PAF. De acordo com Guilherme Pedras, até o fim do ano a dívida a vencer em 12 meses deverá ficar dentro da banda estabelecida.Os títulos prefixados, que têm remuneração definida no momento da venda pelo governo, representaram em agosto 36,43% da dívida, ante 36,32% em julho. Já a parcela dos títulos com remuneração atrelada à taxa Selic passou de 35,35% para 35,31% Vilões da dívida há alguns anos, os papéis atrelados ao câmbio passaram de 1,06% para 1,09%. Já os títulos atrelados aos índices de preços tiveram sua participação elevada de 24,85% a 24,91%.

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