Câmbio liderou aplicações em janeiro

Janeiro foi um mês de correção da euforia dos investidores no final do ano passado com a economia brasileira. O mercado apostou em consideração um quadro excessivamente positivo e o resultado foi uma queda na Bolsa de Valores de São Paulo e alta do dólar. Quem aplicou em ouro, dólar comercial ou fundos cambiais ganhou, apesar do risco desses investimentos.A maior rentabilidade do mês foi a do ouro, que sofreu alta de 5,58%, pouco acima dos fundos cambiais, cujo ganho projetado é de 4,85%; e o dólar oficial valorizou-se 4,22%. A zebra dos investimentos referenciados em câmbio foi o dólar paralelo, que caiu 1,65%.Muito menos arriscados, os papéis corrigidos pelos juros também não decepcionaram, apesar da rentabilidade mais modesta. A Selic - taxa básica referencial de juros da economia - continua em 19% ao ano, mesmo nível que vigorava imediatamente depois dos aos ataques de 11 de setembro. O CDI valorizou-se 1,53%; e os fundos DI não ficaram muito atrás, com alta de 1,51%. Como se esperava queda nas taxas, mas ela não se concretizou, o rendimento dos prefixados não alcançou o DI, chegando a 1,45%. O CDB para médias quantias subiu 1,30%. A poupança, que tem isenção de Imposto de Renda (IR) e também da CPMF em muitos bancos para prazos maiores, pagou 0,76% sobre o valor investido.A maior perda do mês foi na Bolsa. A frustração das previsões eufóricas do mês passado sobre o desempenho da economia derrubou as cotações das ações. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) perdeu 6,30% em janeiro.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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