Câmbio não resolve problema da indústria, diz analista

O empresário não vai investir na produção industrial se o câmbio estiver fora do lugar e, ainda, oscilando sem apontar para onde vai, disse nesta segunda-feira, 26, o professor da Escola de Economia em São Paulo (EESP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nelson Marconi.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

26 de maio de 2014 | 13h20

De acordo com ele, o câmbio sozinho não resolverá o problema da indústria brasileira, mas é variável importante, disse ao ser indagado se só o câmbio estacaria o processo de desindustrialização no Brasil.

"Só o câmbio não resolve os problemas da indústria. Por isso disse que teremos também que alterar a produtividade", disse o docente, que participa hoje do Seminário Indústria e Desenvolvimento Produtivo do Brasil, organizado na capital paulista pela EESP e Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), ambos da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Mas para alterar a produtividade, de acordo com Marconi, uma das saídas seria os investimentos públicos. A outra perna seria os investimentos privados. "Mas para isso é preciso uma taxa de retorno interessante. E se o câmbio estiver fora do lugar e ainda oscilando sem mostrar para onde vai, o empresário não vai investir", reiterou o professor, acrescentando que o câmbio influi na produção e na própria produtividade.

Segundo ele, se o País fizer outras coisas e não mexer na taxa de câmbio, o resultado não vai ser o esperado.

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