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CÂMBIO-Otimismo no exterior dita queda de 1,47% do dólar

O dólar registrou expressiva queda ante o real nesta segunda-feira, com o noticiário internacional favorecendo ativos considerados de maior risco, em meio a perspectivas positivas no combate à crise de dívida na zona do euro.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

24 de outubro de 2011 | 17h30

A moeda norte-americana fechou em baixa de 1,47 por cento, para 1,7544 real na venda.

"Foi só o exterior melhorar que acompanhamos. A correlação (entre os mercados doméstico e internacional) ainda está muito forte", afirmou o operador de câmbio de um banco dealer, que pediu anonimato.

Ante uma cesta de divisas, o dólar cedia 0,5 por cento, com destaque para a valorização do euro, que alcançava a máxima em seis semanas, acima de 1,39 dólar.

Ao mesmo tempo, as bolsas de valores em Nova York e São Paulo operavam em forte alta, mesmo desempenho das commodities, diante de notícias que trouxeram algum alívio nas preocupações com a recuperação econômica global.

A notícia de que a atividade fabril na China cresceu neste mês após três quedas seguidas amenizou temores de que a segunda maior economia do mundo esteja desacelerando muito rapidamente, o que poderia prejudicar a já fraca retomada global.

Além disso, alguns resultados corporativos nos Estados Unidos vieram acima do esperado, diminuindo um pouco as preocupações com o balanço das empresas.

Investidores mantiveram o otimismo após uma aguardada reunião entre líderes da zona do euro, no domingo, mostrar alguns avanços nas discussões para fortalecer o fundo de resgate da região e recapitalizar o sistema bancário, considerado uma das principais vias de uma eventual contaminação da crise de dívida na Grécia para o restante do continente.

No entanto, as decisões finais foram postergadas para uma segunda reunião, que deve ocorrer nesta quarta-feira, o que mantêm as incertezas quanto à capacidade das autoridades do bloco de responderem à crise.

"Devido às poucas notícias de acordos oriundos do encontro da UE (União Europeia), esperamos mais volatilidade e liquidez menor nos mercados até que o resultado final do encontro do bloco na quarta-feira seja conhecido", afirmou em relatório a equipe de estrategistas do Barclays Capital.

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