Câmbio valorizado amplia ganhos com Imposto de Importação

Embora represente uma dor de cabeça em termos macroeconômicos para o governo, a questão cambial está gerando recursos extras para o caixa do governo. Com o real valorizado, o Brasil tem ampliado suas importações e, com isso, as receitas do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculados à compra de produtos do exterior foram as que apresentaram maior expansão relativa em agosto, na comparação com agosto do ano passado: 51,42%, já descontando-se a inflação medida pelo IPCA. Em valores nominais, foram R$ 3 bilhões arrecadados no mês passado só com esses dois tributos.

Fabio Graner, Adriana Fernandes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

O Brasil tem vivenciado um forte aumento nas importações, refletindo a combinação de real valorizado (que barateia os produtos estrangeiros), aumento na renda da população e um ritmo de crescimento econômico muito forte.

Embora reflita parcialmente o câmbio valorizado, o aumento das importações também acaba inibindo movimentos adicionais de apreciação do real, já que representa uma fonte de saída de dólares.

Além do comércio exterior, outra questão relacionada à taxa de câmbio favoreceu o caixa federal. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o ingresso de capital estrangeiro sobre bolsa e renda fixa gerou arrecadação de R$ 426 milhões, com alta de 3,9% ante julho. / F.G. e A.F.

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