Câmbio volátil não vai atrapalhar concessões, diz presidente do BNDES

Governo aposta na retomada dos investimentos em infraestrutura; Coutinho reforçou que taxa de retorno das concessões é em reais e independe da variação cambial

Gustavo Porto, Agência Estado

23 de agosto de 2013 | 11h14

SÃO PAULO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, considerou, nesta sexta-feira, 23, que a volatilidade cambial e a alta do dólar não atrapalharão as concessões previstas para este segundo semestre, maior aposta do governo para a retomada dos investimentos em infraestrutura no País.

"As concessões já começam semana que vem com a energia, depois seguirão com o petróleo e esperamos que contribuam para revitalizar investimentos . A volatilidade não atrapalhará as concessões, porque são empreendimentos de médio e longo prazo", disse o Coutinho.

O presidente do BNDES citou ainda que as concessões terão uma taxa de retorno atrativa e financiamento em reais, ou seja, independente da variação cambial. "Não são ativos afetados pela reprecificação que acontece no mundo inteiro, com projetos atraentes e visão de longo prazo", completou.

Luciano Coutinho avaliou que as medidas adotadas ontem pelo Banco Central para conter a alta do dólar darão liquidez ao câmbio. "Nossas autoridades e o Tesouro têm acalmado o mercado de títulos e o Banco Central atua para dar liquidez no câmbio e para evitar especulações.

Indagado sobre a possível falta de interesse de investidores, principalmente nas concessões ferroviárias, o que levará a ida dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) à China, Coutinho minimizou: "a ida à China estava programada, pois o país é um ator importante no cenário internacional e não tem essa conotação", concluiu Coutinho, após participar do 3º Congresso da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB), em São Paulo (SP).

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