Camelôs admitem não ter controle

Os próprios sindicatos dos camelôs da cidade de São Paulo concordam que nem sempre o consumidor consegue defender seus direitos e garantir a troca do produto com defeito. Segundo a presidente do Sindicato dos Permissionários do Estado de São Paulo, Josefa Viana Nogueira, os sindicatos da categoria só conseguem resolver os problemas dos consumidores que compram produtos em barracas legalizadas. "Não temos o controle dos ambulantes ilegais, que não possuem pontos fixos. Mas, os ambulantes registrados em sindicatos nunca vão deixar o consumidor de mão abanando, pois estão arriscados de perder o ponto de venda", explica.Ela afirma que os produtos muitas vezes não são originais e nem possuem notas ficais. O sindicato dos permissionários envolve ambulantes da 27 administrações regionais da Capital e nenhum deles fornece nota fiscal para seus clientes. A única garantia que o consumidor recebe é um cartão de visitas com o endereço da barraca, o nome do camelô e o número de seu telefone celular ou do sindicato. Josefa orienta o consumidor realizar compras em barracas que sejam legalizadas e que tenham ponto fixo. "Se o consumidor tiver algum problema com produto vendido em barracas de ambulantes legalizados e do nosso sindicato eu garanto: o produto será trocado ou dinheiro será devolvido", promete a presidente. O telefone do sindicato é 227-9523.O presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo, José Afonso da Silva, também recomenda que o consumidor só adquira produtos em barracas legalizadas e sindicalizadas. "Se alguém comprar produtos de camelôs que não tenham ponto fixo, dificilmente conseguirá trocar um produto com defeito", admite. Ele também garante que se o camelô for de seu sindicato, o consumidor será restituído em caso de danos. "O consumidor deve brigar pelo seus direitos e procurar o sindicato. O problema será resolvido.", afirma Afonso. O telefone do sindicato é 6695-3349.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2000 | 19h45

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.