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Camex estuda programas para investir em logística

O Brasil vive um esgotamento logístico que precisa ser enfrentado, avalia a secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spindola. Ela participou de reunião do comitê de Comércio Exterior da Câmara do Comércio Americana de São Paulo (Amcham-São Paulo), ocasião em que falou sobre projetos do governo para desonerar investimentos em infra-estrutura logística, a exemplo do que já ocorre com os portos.Lytha disse que o conselho de ministros da Camex determinou a criação de dois grupos de trabalho. O primeiro deles atua na facilitação de comércio e na desburocratização. Esse grupo tem realizado reuniões e já identificou diversos itens de alterações de normas, legislação e procedimentos que podem simplificar e desonerar o custo das transações de comércio exterior. O segundo foi criado para estudar alternativas e sugestões de desoneração de investimentos no modal ferroviário e de dutos.Ela reconheceu que o maior gargalo hoje para o comércio exterior está nos portos, "e quando falamos sobre aperfeiçoamento e melhorias, tratamos a logística de forma integrada. A rodovia que leva ao porto é importante, assim como os acessos, o tempo e o custo de outros alternativas para trazer produtos do interior do País para serem embarcados. Por exemplo, a nossa produção agrícola está muito concentrada nos Estados do Centro-Oeste, e existe um custo de transporte bem elevado até colocar os produtos no porto".Ela lembrou que há estudos de algumas entidades ligadas ao setor privado de que os investimentos em portos, acessos e correlatos devem ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões nos próximos dois anos. "Acredito que este número pode ser comparado com investimentos previstos em logística do PAC pelo governo, na ordem de R$ 35 bilhões", disse.O câmbio e a desoneraçãoSobre o câmbio, a secretária executiva da Camex disse que "ele depende de outras variáveis, e não pode ser administrado". Ela lembra que o Brasil brigou tantos anos para ter o câmbio que reflita as forças de mercado e os fluxos de renda. "A taxa com certeza afeta mais fortemente alguns setores do que outros, e já foram anunciadas medidas de apoio para alguns setores como automotivo e calçadista, linhas especiais de financiamentos para este período de dificuldade".Para ele, agora é preciso aprovar medidas que desonerem o investimento em logística, reduzindo portanto o custo de transporte, minimizando a necessidade de depósito de mercadorias que podem fluir diretamente da zona primária para exterior. "Temos que reduzir o tempo de despacho e desembaraço, diminuindo o custo de operadores importadores e exportadoras", explicou Lytha Spindola.

MILTON F.DA ROCHA FILHO, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 13h58

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