Camex prevê câmbio pressionado com aumento das importações

O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário Mugnaini, afirmou hoje que o atual patamar do câmbio, na faixa de R$ 2,8800, está adequado às necessidades dos exportadores. Admitiu, no entanto, que o aumento das importações estimados para os próximos meses deve pressionar a taxa para cima. Para contrabalancear esse efeito, o Brasil precisará manter as exportações em alta. Isso porque o dólar recebido das vendas externas ajuda a irrigar o mercado. A meta do governo é de uma alta média de 10% nas exportações ao ano até o fim da administração Lula. Assim, as vendas externas chegaram a US$ 100 bilhões em quatro anos. Ao mesmo tempo, a Camex projeta um aumento de importações, que chegará a US$ 90 bilhões no fim do mesmo período. Ainda neste ano, as exportações de alguns setores devem crescer 25%, ante uma projeção média de aumento de 13%, conforme já anunciado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Esse aumento deve começar a puxar as importações com mais força no segundo semestre. O secretário afirmou que os últimos números da balança comercial, que mostraram um recuo da alta das exportações, refletem apenas a greve da Receita Federal e nada têm a ver com a valorização do real frente ao dólar. Ressaltou também que os números excepcionais das vendas externas no primeiro semestre foram puxadas pela antecipação dos embarques de soja, efeito que deixa de ter peso nos próximos meses.

Agencia Estado,

24 Julho 2003 | 15h37

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