Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Caminhões já saem sem escolta da Reduc

Postos de combustíveis também estão retomando as atividades em diversos pontos do Rio

Daniela Amorim e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 10h09

RIO - Nesta terça-feira, 29, nono dia da greve dos caminhoneiros, caminhões com combustível já saem sem escolta dos terminais que ficam na área da Refinaria Duque de Caxias  (Reduc). A concentração de manifestantes nas imediações é bem discreta. Não há impedimento para que os veículos sigam viagem. 

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A reportagem do Estado presenciou mais de dez partidas sem a presença de carros das forças de segurança, apesar de equipes da Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal e o Exército estarem de prontidão. Os motoristas disseram estar indo para municípios da Baixada fluminense e para a capital. Uma equipe da Polícia Civil de Minas Gerais aguarda a saída de caminhões que vieram abastecer no Rio.

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A Secretaria de Segurança informou que a Central de Escoltas realizou, desde a segunda-feira da semana passada, 21, 311 escoltas. Nesta madrugada, as Forças Armadas e a Polícia Militar acompanharam, de uma só vez, 300 caminhões de alimentos para o abastecimento do Grande Rio. 

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Já partiram combustíveis para postos das zonas norte, oeste, sul e centro da capital, e também  para a Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo, Itaguaí, Cabo Frio, as barcas, o porto do Rio, aeroportos, empresas de ônibus do Estado, entre outros destinos. 

Em inspeção na segunda-feira, 28, na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), para verificar como está a mobilização de caminhoneiros grevistas e o cumprimento de medidas estatais para a garantia de distribuição de combustível à população fluminense, o procurador da República Julio José Araujo Junior detectou problemas na condução dos trabalhos das forças de segurança, e oficiou o interventor federal, general Walter Braga Netto, pedindo um posicionamento em 24 horas.

"Diversos fatos chamaram a atenção da diligência do MPF. Primeiro, a mobilização já não mencionava qualquer pauta reivindicatória dos caminhoneiros, mas tão somente o lema 'intervenção militar já', sendo que o dia de hoje (ontem) seria, segundo os manifestantes, crucial para o desfecho do movimento", diz nota do Ministério Público Federal. 

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Na Reduc, o procurador estranhou "o impedimento à entrada de caminhão por meio de barreira humana e verificou a organização das vans para auxiliarem em eventual obstrução no local."

Normalidade. Os postos de combustíveis na capital do Rio de Janeiro vão aos poucos retomando suas atividades. Após as filas quilométricas ao longo de toda a segunda-feira, os cariocas já encontram com mais frequência postos abastecidos e esperam menos tempo para encher o tanque em diversos pontos da cidade. Pela manhã desta terça-feira, a espera alcançava cerca de 30 minutos em um dos postos de combustíveis da Avenida Presidente Vargas, uma das principais vias do centro.

Desde a noite de segunda-feira, 28, 190 caminhões tanque de combustível deixaram as refinarias para abastecer postos do Rio. Outros 300 caminhões repletos de hortifruti também já estão na região metropolitana para abastecer os mercados, depois de oito dias de paralisação dos caminhoneiros. As informações são do general Walter Souza Braga Netto, interventor federal no Rio de Janeiro, ao abrir nesta terça-feira, 29, um fórum de debates sobre os 100 dias da intervenção. 

Serviços. Houve melhora na oferta de transporte coletivo. O serviço BRT Rio, corredor expresso de ônibus articulado, informou que operaria com 10 linhas no horário de pico de movimento, entre 5h e 9h. O serviço contaria com 125 ônibus articulados em todo o sistema a partir das 4h desta terça-feira, distribuídos pelos três corredores. Os serviços do eixo da Avenida Cesário de Melo e do trecho entre Madureira e o aeroporto internacional do Galeão, porém, permaneceriam interrompidos.

Na noite desta segunda, a Prefeitura do Rio informou que as unidades municipais de educação funcionariam normalmente nesta terça-feira. Segundo nota da Secretaria da Casa Civil, representante da Rio Ônibus garantiram que já estava em andamento um plano para reabastecer as empresas de transporte, possibilitando que os serviços de ônibus convencionais e BRT também fossem normalizados. Segundo o secretário Paulo Messina, os hospitais municipais possuem os insumos necessários para atender emergências, e o serviço de coleta de lixo na cidade não seria interrompido pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

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