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Caminhoneiros aceitam negociação e podem suspender paralisações

Apenas uma entidade diz que irá manter atos; Dilma promete sancionar lei que irá beneficiar a categoria

O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2015 | 07h19

Após uma longa reunião nesta quarta-feira, 25, representantes do governo federal e dos caminhoneiros chegaram a um acordo que pode garantir o fim das paralisações em rodovias por todo o País. Segundo o último boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda há 81 interdições em seis Estados.

Segundo a Agência Brasil, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, os representantes da categoria presentes na reunião aceitaram a proposta oferecida pelo governo.

Pelo acordo, o governo federal prometeu "sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro e a criação, por meio de negociação entre caminhoneiros e empresários, de uma tabela referencial de frete". Além disso, o governo se comprometeu a não reajustar o preço do diesel pelos próximos seis meses: "Não haverá, é isso o que a Petrobrás nos disse, reajuste do preço do diesel nos próximos seis meses", afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto. 

Entretanto, o Comando Nacional do Transporte, entidade que diz também representar os caminhoneiros, postou um vídeo no Facebook em que diz não ter havido acordo. "Vamos continuar mobilizados", disse o organizador do movimento, Ivar Luiz Schmidt, que articula a paralisação por um grupo no Whatsapp. Ele alerta que, a partir de agora, carros também serão bloqueados nas rodovias.

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