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Caminhoneiros ainda bloqueiam rodovias na Argentina

Transportadores de grãos e produtores rurais da Argentina ainda mantêm protestos e bloqueios de rodovias em alguns municípios. Eles argumentam que a suspensão do locaute não é garantia de que a crise será resolvida, principalmente porque o governo informou que não vai enviar representantes à reunião convocada pelo Defensor do Povo, Eduardo Mondino, para as 15 horas (horário de Brasília). Os presidentes das entidades rurais tampouco acreditam que a reunião convocada por Mondino possa significar a reabertura do diálogo. Na Casa Rosada, assessores confirmam que a presidente Cristina Kirchner fará um discurso em cadeia de rádio e televisão às 18 horas. O líder da Confederação Argentina de Transporte Automotor de Carga, Rubén Agugliaro, disse que o conflito entre o campo e o setor agropecuário está cada dia mais forte porque grupos de produtores não acataram a suspensão do locaute determinado para a partir da zero hora de hoje. Agugliaro disse que 90% dos 160 mil caminhoneiros filiados à Confederação "têm problemas" por falta de trabalho. Muitos deles, continuou, "estão ficando nervosos" e o clima de tensão poderia piorar. No fim de semana, um motorista foi apunhalado por um colega durante um incidente na rodovia."O conflito está mais duro que antes, porque cada dia que passa nossas famílias nos perguntam o que vamos comer", disse Agugliaro. Segundo ele, a situação chegou a tal ponto que nem o campo nem o governo dão sinais de querer "um diálogo sério" que coloque um fim ao conflito. No próximo dia 13, a crise completará três meses. Os produtores que continuam com os bloqueios no sul das províncias de Córdoba e de Santa Fé afirmam que são "independentes das entidades rurais" e, por isso, não acataram a decisão de suspender os protestos."Milhares de produtores agropecuários não acreditam que o governo vai aceitar o diálogo e estão muito irritados. O fato de suspender os protestos não significa que vão vender grãos", afirmou o presidente da Federação Agrária de Entre Ríos, Alfredo De Angeli, um dos mais combativos, mas que aceitou o fim do locaute.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

09 de junho de 2008 | 13h31

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