Caminhoneiros ameaçam parar a partir de hoje

Caminhoneiros de todo o País ameaçam paralisar as atividades por três dias a partir de zero hora desta segunda-feira. O líder do movimento, denominado ´paradão nacional´, José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), estima que, nesse período, 94 milhões de toneladas de cargas podem deixar de ser transportadas.A greve não é apoiada por várias entidades representativas da categoria, como a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam), presidida por José Araújo da Silva, o China, e o Movimento União Brasil Caminhoneiros, dirigido por Nélio Botelho, que se projetou durante a mais importante paralisação dos transportadores, realizada em 1999. Essas entidades preferem manter negociações com o governo, que promete medidas para melhorar a situação.A Abcam, que diz representar 100 mil caminhoneiros, reivindica a aplicação de R$ 8 bilhões dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na recuperação da malha rodoviária brasileira. "Está na hora de o governo investir na estrutura rodoviária, ferroviária e portuária. Se necessário, pararemos sempre as nossas atividades, apesar do prejuízo, para pressionar o governo a tomar uma postura", disse Fonseca. Segundo ele, 86% das estradas do País apresentam problemas.

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