Caminhoneiros apontam melhora no Porto de Santos

Após um mês de greve dos auditores fiscais da Receita Federal e seis dias de operação-padrão, a situação de trabalho no Porto de Santos começa a melhorar, pelo menos para alguns caminhoneiros, embora a lotação dos terminais e a indefinição em relação ao fim do movimento ainda preocupem. De acordo com o presidente Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Baixada Santista (Sindicam), José Luiz Ribeiro Gonçalves, a quantidade de trabalho aumentou porque havia muita carga represada nos terminais. "Há grande lotes de contêineres e mesmo com a operação-padrão sendo mais morosa que o normal, é melhor que nada", afirma Gonçalves, reclamando que o número de auditores do porto é menor que o necessário e inferior ao do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.Segundo ele, apesar da melhoria do trabalho, o sindicato continua em alerta por causa da operação-padrão e torcendo para que o governo negocie logo e os fiscais retornem ao trabalho o mais rápido possível. O caminhoneiro Luiz Ricardo Brugnari, de 31 anos, sente que a situação está se regularizando desde quinta-feira, um dia depois de uma assembléia da regional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) ter decidido instituir a operação-padrão. "Durante a greve a gente fazia duas viagens por dia, desde quinta estou fazendo três ou quatro", explicando que em média, esse é o número normal de fretes por dia nos períodos normais.Os auditores deverão realizar nova assembléia em Santos essa semana para decidir o rumo da greve. A maioria dos setores do Porto de Santos afirma que os prejuízos da paralisação são incalculáveis e o maior dano é na imagem do Brasil para o comércio internacional. De acordo com o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), os terminais continuam lotados.

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