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'Querem que a gente trabalhe na marra? Não é escravidão', diz caminhoneiro após decreto de Temer

Sobre a intervenção do exército para desobstrução das estradas, caminhoneiros dizem que não estão impedindo passagens nas vias

Victoria Abel, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 18h36

O presidente Michel Temer convocou, em pronunciamento oficial na tarde desta sexta-feira, 25, as Forças Armadas para desbloquear rodovias ocupadas por caminhoneiros em greve. Os motoristas, no entanto, relatam que as vias não estão obstruídas e que o caminhoneiro que quiser sair está liberado.

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“A conversa aqui é de que quem quiser ir embora, está liberado. Mas o pessoal está dizendo que vai ficar aqui. Ficamos até hoje, vamos continuar aqui", diz o caminhoneiro Jaison Dreher, que está na rodovia Fernão Dias.

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O motorista também questiona a ida do exército até as estradas. “Querem que a gente trabalhe na marra? Não é escravidão. Eu vou trabalhar o dia que eu quiser, sou autônomo.”

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O caminhoneiro Alexandre Aparício, que está nos protestos da BR 101 acrescenta que caminhões com combustíveis para órgãos públicos, carga viva e mercadorias essenciais de hospital estão passando. Ele ainda afirma que, mesmo que precisem retirar os caminhões das rodovias, seguirão sem fazer fretes. “Não estamos interrompendo nenhuma rodovia, estamos no acostamento. Se eles vierem querer tirar o caminhão, levamos o caminhão para casa.”

Manuel Costa Filho, caminhoneiro que está nas manifestações da BR 324, ainda relata outra estratégia que colegas estão adotando para seguir com o protesto.“Alguns caminhoneiros estão furando os próprios pneus, tirando as chaves dos carros e estão decididos a resistir”, afirmou.

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