Caminhoneiros e operadores fecham acordo em Paranaguá

Liderança dos caminhoneiros e representantes dos operadores portuários fecharam um acordo em reunião que demorou cerca de quatro horas, em Paranaguá. Pelo acordo, aqueles caminhoneiros que passaram pelas praças de pedágio de São Luiz do Purunam, ou da Lapa, ambas a cerca de 50 quilômetros de Curitiba, até à zero hora do dia 22, receberão R$ 0,40 a tonelada/hora, contados a partir de 28 horas após passarem pelo pedágio. O dia 22 foi colocado como data base, em razão de no dia seguinte os caminhoneiros iniciarem um protesto no Porto de Paranaguá, exigindo o pagamento das diárias. ?Quem carregou depois desse horário já sabia do movimento, e por isso terá que negociar com o embarcador?, disse o presidente da União Nacional dos Caminhoneiros, José Araújo Silva. Também ficou acertado a abertura imediata do tráfego na BR-277, que está interrompido desde a manhã desta quarta-feira. Os transportadores terão que depositar os valores das diárias em postos de combustíveis credenciados em Paranaguá para aqueles caminhoneiros que assim o quiserem. Segundo Silva, hoje, a tonelada/hora de diárias paradas, gira entre R$ 0,15 e R$ 0,25. ?Mas uma grande parte não recebe nada. Estamos satisfeitos com o acordo?, afirmou Silva. O delegado do Ministério do Trabalho, Prince Ivo Szymanski, que intermediou a negociação, calcula que as empresas terão que desembolsar cerca de R$ 17 milhões em diárias, além de R$ 8 milhões relativos aos fretes. Segundo ele, a negociação foi bastante acirrada devido a diferença pedida inicialmente. Enquanto as operadoras ofereciam R$ 0,25, os caminhoneiros pediam R$ 1,00. O acordo prevê que os R$ 0,40 serão pagos de forma linear a todos os caminhoneiros, inclusive para aqueles que têm carta-frete com valores menores.

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 23h14

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