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Contra Temer e aumento de imposto, caminhoneiros bloqueiam trecho da BR-163 no MT

Protesto é contra o aumento de tributos sobre combustíveis e as denúncias de corrupção; congestionamento na altura do km 686 já tem quatro quilômetros de extensão

Rafael Moraes Moura, enviado especial, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2017 | 10h12

LUCAS DO RIO VERDE - O protesto de caminhoneiros do Mato Grosso contra a visita do presidente Michel Temer à cidade de Lucas do Rio Verde já dura mais de três horas. Segundo a concessionária Rota do Oeste, o congestionamento no sentido sul e norte da BR-163, na altura do km 686, já tem quatro quilômetros de extensão.

"Temer está inaugurando uma usina, mas não é bem-vindo na nossa cidade pelo fato de estar envolvido nesses atos de corrupção. Ele usou dinheiro da população para comprar o apoio dos deputados e se salvar na cadeira de presidente", disse ao Estadão/Broadcast o caminhoneiro Gilson Baitaca, um dos líderes do movimento de transportes de grãos do Mato Grosso.

De acordo com Baitaca, o protesto é contra o aumento de tributos e as denúncias de corrupção que atingem o presidente. O líder dos caminhoneiros lamentou o resultado da votação na Câmara dos Deputados, que barrou a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente por corrupção passiva. Baitaca também criticou o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis.

"O maior custo do transporte é com combustível. Com esse aumento, ele impactou em torno de 10% o preço do óleo diesel, o preço passou de R$ 3 para R$ 3,30 aqui. Todo o setor produtivo, inclusive a agroindústria, está pagando essa conta", disse.

"Nós, caminhoneiros, estamos cumprindo o dever com a pátria ao protestar contra esses atos de corrupção e de abuso de poder. O presidente está tirando alimento da mesa do trabalhador para cobrir os custos da corrupção", afirmou.

Procurada pela reportagem, a Presidência da República não havia se manifestado até a publicação deste texto.

Agenda. Ao chegar a Lucas do Rio Verde, Temer participou da abertura da colheita do algodão. Nos próximos minutos, o presidente marca presença na cerimônia de inauguração da usina de etanol de milho da FS Bioenergia, a primeira usina brasileira de etanol que utiliza milho em 100% de sua produção.

A FS Bioenergia - joint venture entre a Fiagril Participações, do Brasil, e a Summit Agricultural Group, dos Estados Unidos - investiu cerca de R$ 450 milhões na usina, cuja capacidade inicial prevista é da ordem de 240 milhões de litros de etanol por ano.

Esta é a primeira visita de Temer ao Mato Grosso desde que foi efetivado na Presidência da República.

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