Caminhoneiros recusam proposta para encerrar greve

Categoria quer redução do preço do diesel, mas o governo sugeriu apenas discutir uma fórmula para o reajuste do frete; Dilma articula com ministros uma nova oferta para encerrar a paralisação

Nivaldo Souza, Victor Martins,Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2015 | 19h34

 Depois de uma reunião tensa em que os representantes dos caminhoneiros se recusaram a aceitar as propostas do governo para encerrar a greve que paralisa rodovias no País, os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, foram convocados pela presidente Dilma Rousseff para uma conversa. 

Ela colocou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no circuito das negociações, que está neste momento despachando com a presidente em seu gabinete. Rossetto já falou com Mercadante e, agora, participa de uma conferência por telefone com os representantes dos caminhoneiros reunidos numa das salas do Ministério dos Transportes. 

O titular da Secretaria-Geral apresenta os argumentos repassados por Mercadante. Durante a longa reunião, iniciada hoje as 11h, os sindicalistas bateram pé em relação à redução no valor do diesel comprado na bomba dos postos de combustíveis. 

O governo sugeriu apenas discutir uma nova fórmula de reajuste do preço do frete e iniciar uma discussão sobre a prorrogação do Pró-Caminhoneiro operado pelo BNDES para financiar a compra de veículos. Diante do impasse, o Planalto recuou para afinar o discurso da reunião com a presidente Dilma. 

Na reunião de emergência no Planalto, o governo deve fechar com os três ministros uma nova proposta para tentar encerrar a greve dos caminhoneiros.

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